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Um preço até pouco tempo atrás incomum para boi “comum”: R$ 320/@, no balcão em SP

Arroba tende a subir ainda mais na maioria das regiões brasileiras, em razão da restrição de oferta de animais terminados e do aquecimento das exportações, apostam os analistas
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Embora o boi gordo “comum” tenha batido R$ 320/@ em São Paulo nesta terça-feira (29/10) , os analistas apostam em mais valorizações no curto prazo.

“Arroba tende a subir na maioria das regiões monitoradas, devido à restrição de oferta de animais terminados”, afirma a Agrifatto, que acompanha diariamente os negócios em 17 praças brasileiras.

Após uma sexta-feira (25/10) de desaceleração, diz a consultoria, o mercado físico do boi gordo registrou uma nova e intensa onda de alta nos valores da arroba a partir desta semana.

Na segunda-feira (28/10), a Agrifatto detectou alta na arroba em 13 das 17 regiões monitoradas (SP, AC, AL, BA, ES, GO, MA, MG, MS, MT, PR, RJ e RO); as outras 4 praças mantiveram as suas cotações laterais: PA, RS,  SC e TO.

Nesta terça-feira (29/10), apurou a Agrifatto, o preço médio da arroba em São Paulo subiu para R$ 320 (para ambas as categorias, ou seja, para compras do animal “comum” ou de “boi-China).

Hoje, segundo a consultoria, 10 das 17 praças acompanhadas passaram por valorização da arroba (SP, GO, MA, MG, MS, PA, PR, RS, SC e TO); as outras 7 mantiveram suas cotações laterais: AC, AL, BA, ES, MT, RJ e RO.

“Mesmo com uma postura firme das indústrias, que cedem cautelosamente a novos aumentos como estratégia para normalizar o fluxo do abate, o volume negociado foi insuficiente para estender o atendimento das escalas além de cinco abates”, observa a Agrifatto, completando: atingiu a média nacional de programações mais baixa do ano.

Preços Scot

Pelos dados levantados pela Scot Consultoria, a cotação do “boi-China” subiu R$ 2/@ nesta terça-feira, para R$ 317/@, no prazo, valor bruto.

Na apuração da Scot, o animal padrão-exportação ainda mantém um ágio de R$ 5/@ sobre o animal “comum”, hoje negociado por R$ 312/@ em São Paulo, também no prazo.

Por sua vez, a vaca e a novilha gorda são vendidas por R$ 290/@ e R$ 305/@, respectivamente. “O cenário nas praças paulistas é de oferta limitada e escalas reduzidas, e com negócios acima da referência”, destaca a Scot.

Parem as máquinas

De acordo com os analistas da Agrifatto, vários frigoríficos do Estado de São Paulo estão operando com abates intercalados.

Em outros Estados, algumas unidades de abate concedem férias coletivas temporárias, tal é a dificuldade para obtenção da matéria-prima (boiadas gordas), informa a Agrifatto.

Além da baixa oferta de animais prontos para abate, o preço do boi gordo sobe na esteira do forte avanço das exportações de carne bovina in natura, que podem alcançar um novo recorde histórico no mês atual.

Boi futuro também sobe

No mercado futuro, em contraste com a última sexta-feira, todos os contratos do boi gordo da B3 apresentaram ajustes positivos na segunda-feira (29/10), relata a Agrifatto.

O destaque ficou para o vencimento para dezembro/24, que fechou cotado a R$ 316,70/@, marcando aumento de 2,08% no comparativo diário.

Olhos atentos para o varejo/atacado

A situação atual é desafiadora para toda a cadeia produtiva da carne bovina, ressaltam os analistas da Agrifatto.

“Os frigoríficos enfrentam dificuldades pela valorização constante da arroba, que limita a oferta de animais e, consequentemente, reduz os abates”, enfatiza.

Paralelamente, continua a consultoria, distribuidores, redes varejistas, casas de carne e açougues enfrentam um escoamento lento, tanto de carne com ossos quanto desossada.

“Isso ocorre por conta da queda no consumo tradicional nas segundas quinzenas do mês e do aumento contínuo dos preços, um reflexo da valorização da arroba”, justifica a Agrifatto.

Nesse contexto, nos primeiros dois dias desta semana, as vendas de carne bovina no varejo e as distribuições no atacado foram consideradas fracas.

“Como consequência, há uma quantidade significativa de carne parada nos pontos de distribuição, com descargas adiadas em pelo menos um dia”, informa a Agrifatto.

Além disso, continua a consultoria, aumentaram as devoluções parciais por problemas de qualidade e os retornos totais, principalmente por causa de carne velha.

“A carne devolvida, que está sendo renegociada para fabricação de charque, já impactou nos preços do dianteiro e da ponta de agulha, que caíram R$ 0,50/kg em relação à semana passada”, informa a Agrifatto.

Preços dos animais terminados apurados pela Agrifatto nesta terça-feira (29/10):

São Paulo — O “boi comum” vale R$320,00 a arroba. O “boi China”, R$320,00. Média de R$320,00. Vaca a R$300,00. Novilha a R$310,00. Escalas de abates de seis dias;

Minas Gerais — O “boi comum” vale R$305,00 a arroba. O “boi China”, R$315,00. Média de R$310,00. Vaca a R$290,00. Novilha a R$295,00. Escalas de abate de seis dias;

Mato Grosso do Sul — O “boi comum” vale R$320,00 a arroba. O “boi China”, R$320,00. Média de R$320,00. Vaca a R$300,00. Novilha a R$310,00. Escalas de cinco dias;

Mato Grosso — O “boi comum” vale R$290,00 a arroba. O “boi China”, R$300,00. Média de R$295,00. Vaca a R$280,00. Novilha a R$285,00. Escalas de abate de cinco dias;

Tocantins — O “boi comum” vale R$295,00 a arroba. O “boi China”, R$305,00. Média de R$300,00. Vaca a R$275,00. Novilha a R$285,00. Escalas de abate de quatro dias;

Pará — O “boi comum” vale R$295,00 a arroba. O “boi China”, R$305,00. Média de R$300,00. Vaca a R$275,00. Novilha a R$285,00. Escalas de abate de cinco dias;

Goiás — O “boi comum” vale R$305,00 a arroba. O “boi China/Europa”, R$315,00. Média de R$310,00. Vaca a R$290,00. Novilha a R$295,00. Escalas de abate de seis dias;

Rondônia — O boi vale R$290,00 a arroba. Vaca a R$275,00. Novilha a R$285,00. Escalas de abate de seis dias;

Maranhão — O boi vale R$290,00 por arroba. Vaca a R$275,00. Novilha a R$285,00. Escalas de abate de seis dias;

Paraná — O boi vale R$320,00 por arroba. Vaca a R$300,00. Novilha a R$310,00. Escalas de abate de cinco dias.

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