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China “enxuga” disponibilidade de carne bovina no Brasil, o que explica, em parte, a disparada do boi

O país asiático é o principal responsável pelo excelente desempenho das vendas externas brasileiras, especialmente nos últimos dois meses (setembro/outubro), relata a Agrifatto
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A disponibilidade de carne bovina no mercado brasileiro em setembro/24 atingiu o seu menor nível desde dezembro/23 e os números de outubro/24 apontam para a menor oferta interna da proteína desde junho/23, calcula a Agrifatto.

“Ou seja, a exportação aquecida (dos últimos meses) está “tirando” a carne do mercado interno e justificando a alta do boi gordo”, destaca a consultoria.

O terceiro trimestre de 2024 reservou o maior volume de carne bovina brasileira exportado na história para este período trimestral.

Faltando dois dias úteis para o fim de outubro/24, o Brasil exportou 236,2 mil toneladas da proteína, segundo dados divulgados nesta terça-feira (29/10) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Com isso, o volume de embarques deste mês já está bem próximo do recorde histórico mensal batido em setembro/24, de 251,76 mil toneladas do produto in natura.

Agressividade chinesa

Segundo a Agrifatto, a China é a principal responsável pelo excelente desempenho das vendas externas brasileiras, especialmente nos últimos dois meses (setembro/outubro).

Depois de apresentar uma redução no embarque em agosto/24 (sobre o resultado de julho/24), as vendas para o mercado chinês em setembro/24 puxaram as exportações brasileiras de carne bovina para um novo recorde histórico, reforça a consultoria.

“Os chineses registraram o melhor desempenho de compras dos últimos 24 meses”, destaca a Agrifatto, referindo-se ao volume do mês passado.

Em setembro/24, o país asiático adquiriu 135,48 mil toneladas da carne bovina in natura do Brasil, 26,70% acima do resultado de agosto/24 e 2,53% superior ao registrado em setembro/23, recorda a consultoria.

Preços melhores

Além de comprar mais, a China começou a pagar mais pela carne bovina brasileira in natura.De acordo com a Agrifatto, o preço médio saiu de US$ 4.409/tonelada, em julho/24,  para US$ 4.623/tonelada na parcial de outubro/24, uma valorização de 4,86% em 4 meses.

No entanto, essa alta não parou por aí, continua a Agriaftto. Na última semana, os exportadores brasileiros conseguiram efetivar negócios do dianteiro bovino nos maiores níveis dos últimos 16 meses.

Dessa forma, o dianteiro com destino à China ficou cotado a US$ 5.200/tonelada, um avanço de 8,33% no comparativo semanal, destaca a Agrifatto.

Com isso, em reais, o valor do dianteiro bovino enviado ao mercado chinês atingiu R$ 29,66/kg, o maior nível desde setembro/22, período em que o boi gordo atingia os R$ 303/@, mais ou menos o patamar atual.

Isso mostra, ressalta a Agrifatto, que a indústria exportadora brasileira conseguiu repassar o aumento do preço do boi gordo para os importadores chineses.

“A dificuldade agora é continuar promovendo altas contínuas e ainda assim manter o volume embarcado para fora do País”, observa a consultoria, que acrescenta: “O olhar da indústria brasileira já está em dezembro/24 e na preocupação com as vendas da proteína no período do ano novo chinês”.

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