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Vendas externas de carne bovina dos EUA recuam 32% em receita em jan/23

Em alguns mercados compradores importantes, os estoques da proteína vermelha aumentaram nos meses finais de 2022, contribuindo para um ambiente desafiador para os exportadores norte-americanos
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As exportações de carne bovina dos EUA bateram recordes em 2022, mas desaceleraram no final do ano passado, tendência que continuou em janeiro em 2023, já que os embarques ficaram bem abaixo do volume total registrado um ano atrás, informa o portal da norte-americana Beef Magazine, com base em dados divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos e compilados pela Federação de Exportação de Carne dos EUA (USMEF).

Em janeiro/23, as exportações norte-americanas da proteína bovina caíram 15,7%, para 100,9 mil toneladas, na comparação com o resultado de igual período de 2022, de 119 mil toneladas.

Em receita, as vendas no primeiro mês do ano alcançaram US$ 702,3 milhões, com baixa de 32% sobre o faturamento de janeiro/22, de US$ 1.062 milhão.

Segundo a USMEF, os embarques caíram para vários destinos importantes em janeiro/23, embora as vendas tenham aumentado acentuadamente para o México, República Dominicana, Filipinas e África.

Carne bovina: embarques no início do mês continuam intensos e superam índices de março/22

Em alguns mercados compradores importantes, os estoques de carne bovina aumentaram nos meses finais de 2022, contribuindo para um ambiente desafiador para os exportações dos EUA ao longo de 2023.

“Embora as vendas de carne bovina tenham um início lento em 2023, continuamos otimistas de que a demanda por serviços de alimentação pós-COVID se fortalecerá em mercados adicionais no decorrer do ano”, disse presidente e CEO da USMEF, Dan Halstrom.

Apesar das exportações recordes de carne bovina norte-americana em 2022, surgiram sinais de enfraquecimento no comércio da proteína no final do ano do passado – em novembro/dezembro os embarques ficaram abaixo dos resultados obtidos em iguais meses de 2021.

O dólar norte-americano atingiu o pico no final de 2022 e depois caiu, mas, mesmo assim, continuou oscilando em patamar alto, prejudicando a competitividade dos exportadores locais.

De acordo com a USMEF, os desafios para as exportações de carne bovina provavelmente irão aumentar em 2023, pois a moeda continuará forte ao longo do ano.

Além disso, a produção local de carne bovina sofreu redução em fevereiro/23, mantendo os preços dos cortes no atacado em níveis elevados.

“A procura pela carne bovina, incluindo a demanda internacional, continua sendo uma preocupação significativa no futuro, já que a queda na produção pressionará os preços dos cortes para níveis ainda altos do que os patamares atuais”, ressalta a USMEF.

Destinos – Em janeiro/23, entre os países compradores da carne bovina norte-americana, a Coreia do Sul foi a que reduziu mais fortemente as suas importações, com queda de 36,8% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

As exportações de carne bovina para a China/Hong Kong caíram 24,2% em janeiro/23, influenciadas pela desaceleração mais ampla da economia chinesa e agravada pelas tensões políticas entre a China e os EUA.

Apesar dos ventos contrários em relação à taxa de câmbio, os embarques de carne bovina dos EUA ao Japão aumentaram 6,9% em janeiro/23, em relação ao mesmo mês do ano anterior.

As exportações de carne bovina para o México subiram 30,8% no primeiro mês do ano, na comparação com janeiro/22.

As vendas em janeiro/23 para o mercado canadense foram quase iguais ao volume de um ano atrás (aumente de 0,4%).

Os embarques para Taiwan, por sua vez, caíram 34% considerando a mesma base de comparação.

Segundo a USMEF, os seis principais mercados de exportação de carne bovina dos EUA representaram 87,2% dos embarques totais em 2022.

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