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Sombra prejudica o capim em sistemas silvipastoris?

Pesquisa da Embrapa registrou queda na produção forrageira apenas quando as árvores reduziram a radiação solar em mais de 20%

Nos sistemas com arranjos de árvores mais densos, a receita com madeira deve compensar a redução na produção de carne.

Por Bruno C. Pedreira – Agrônomo e pesquisador da Embrapa Agrossilvipastoril

Com aumento da demanda global por alimentos, das pressões ambientais e da preocupação com os efeitos das mudanças do clima, a busca por sistemas de produção mais produtivos, eficientes e sustentáveis tem sido cada vez maior. No Brasil, apesar da redução na área de pastagens ocorrida nas últimas décadas, houve aumento do rebanho bovino e da produtividade. Esses ganhos são atribuídos, principalmente, à utilização de cultivares de forrageiras mais produtivas, à melhoria genética do rebanho, à maior eficiência no controle sanitário, ao aperfeiçoamento das técnicas de manejo das pastagens e do pastejo, e à adoção de modelos mais produtivos e eficientes.

Neste sentido, os sistemas silvipastoris têm sido adotados como uma estratégia sustentável de uso da terra, que apresenta alta capacidade de estocar carbono (acima e abaixo do solo), melhorar as características físicoquímicas do solo, aumentar a capacidade de retenção de água em camadas subterrâneas e reduzir seu escoamento na superfície. Além disso, eles contribuem para a redução das emissões de gases de efeito estufa e a melhoria do bem-estar animal, devido à presença de sombra, além de trazer vantagens econômicas, como a venda de produtos madeireiros ou créditos de carbono, em países que já têm esse tipo de mercado.

A integração entre animais, plantas forrageiras e floresta não é uma técnica nova, e tem sido contemplada em diversos lugares do mundo. Em um primeiro momento, ela surgiu como estratégia para controlar (por meio do pastejo) as forrageiras dos sub-bosques de florestas plantadas. No entanto, naquele momento, os animais eram apenas uma renda adicional para a atividade florestal. Com o tempo observou-se que havia grande potencial na associação das duas atividades (pecuária e florestal) para explorar de forma mais eficiente a área, maximizando a produção do sistema (carne, leite, madeira).

Efeito da sombra no capim

Atualmente, o sistema silvipastoril tem outra abordagem, porque procuramos inserir a árvore nas pastagens das propriedades tradicionalmente de pecuária. No entanto, apesar das vantagens e benefícios potenciais, se o sistema silvipastoril não for adequadamente dimensionado e manejado, a sombra da copa das árvores pode afetar negativamente as respostas fisiológicas do capim e diminuir o acúmulo de forragem, limitando todo o sistema. Sob sombreamento intenso, as taxas de fotossíntese podem ser bastante reduzidas. Portanto, um sistema silvipastoril bem manejado e com arranjo adequado deve ser capaz de manter a produtividade das pastagens em níveis equivalentes aos das “solteiras” (sem árvores).

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Nos sistemas com arranjos de árvores mais densos, a receita com madeira deve compensar a redução na produção de carne.

Por Bruno C. Pedreira – Agrônomo e pesquisador da Embrapa Agrossilvipastoril

Com aumento da demanda global por alimentos, das pressões ambientais e da preocupação com os efeitos das mudanças do clima, a busca por sistemas de produção mais produtivos, eficientes e sustentáveis tem sido cada vez maior. No Brasil, apesar da redução na área de pastagens ocorrida nas últimas décadas, houve aumento do rebanho bovino e da produtividade. Esses ganhos são atribuídos, principalmente, à utilização de cultivares de forrageiras mais produtivas, à melhoria genética do rebanho, à maior eficiência no controle sanitário, ao aperfeiçoamento das técnicas de manejo das pastagens e do pastejo, e à adoção de modelos mais produtivos e eficientes.

Neste sentido, os sistemas silvipastoris têm sido adotados como uma estratégia sustentável de uso da terra, que apresenta alta capacidade de estocar carbono (acima e abaixo do solo), melhorar as características físicoquímicas do solo, aumentar a capacidade de retenção de água em camadas subterrâneas e reduzir seu escoamento na superfície. Além disso, eles contribuem para a redução das emissões de gases de efeito estufa e a melhoria do bem-estar animal, devido à presença de sombra, além de trazer vantagens econômicas, como a venda de produtos madeireiros ou créditos de carbono, em países que já têm esse tipo de mercado.

A integração entre animais, plantas forrageiras e floresta não é uma técnica nova, e tem sido contemplada em diversos lugares do mundo. Em um primeiro momento, ela surgiu como estratégia para controlar (por meio do pastejo) as forrageiras dos sub-bosques de florestas plantadas. No entanto, naquele momento, os animais eram apenas uma renda adicional para a atividade florestal. Com o tempo observou-se que havia grande potencial na associação das duas atividades (pecuária e florestal) para explorar de forma mais eficiente a área, maximizando a produção do sistema (carne, leite, madeira).

Efeito da sombra no capim

Atualmente, o sistema silvipastoril tem outra abordagem, porque procuramos inserir a árvore nas pastagens das propriedades tradicionalmente de pecuária. No entanto, apesar das vantagens e benefícios potenciais, se o sistema silvipastoril não for adequadamente dimensionado e manejado, a sombra da copa das árvores pode afetar negativamente as respostas fisiológicas do capim e diminuir o acúmulo de forragem, limitando todo o sistema. Sob sombreamento intenso, as taxas de fotossíntese podem ser bastante reduzidas. Portanto, um sistema silvipastoril bem manejado e com arranjo adequado deve ser capaz de manter a produtividade das pastagens em níveis equivalentes aos das “solteiras” (sem árvores).

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Por Bruno C. Pedreira – Agrônomo e pesquisador da Embrapa Agrossilvipastoril

Com aumento da demanda global por alimentos, das pressões ambientais e da preocupação com os efeitos das mudanças do clima, a busca por sistemas de produção mais produtivos, eficientes e sustentáveis tem sido cada vez maior. No Brasil, apesar da redução na área de pastagens ocorrida nas últimas décadas, houve aumento do rebanho bovino e da produtividade. Esses ganhos são atribuídos, principalmente, à utilização de cultivares de forrageiras mais produtivas, à melhoria genética do rebanho, à maior eficiência no controle sanitário, ao aperfeiçoamento das técnicas de manejo das pastagens e do pastejo, e à adoção de modelos mais produtivos e eficientes.

Neste sentido, os sistemas silvipastoris têm sido adotados como uma estratégia sustentável de uso da terra, que apresenta alta capacidade de estocar carbono (acima e abaixo do solo), melhorar as características físicoquímicas do solo, aumentar a capacidade de retenção de água em camadas subterrâneas e reduzir seu escoamento na superfície. Além disso, eles contribuem para a redução das emissões de gases de efeito estufa e a melhoria do bem-estar animal, devido à presença de sombra, além de trazer vantagens econômicas, como a venda de produtos madeireiros ou créditos de carbono, em países que já têm esse tipo de mercado.

A integração entre animais, plantas forrageiras e floresta não é uma técnica nova, e tem sido contemplada em diversos lugares do mundo. Em um primeiro momento, ela surgiu como estratégia para controlar (por meio do pastejo) as forrageiras dos sub-bosques de florestas plantadas. No entanto, naquele momento, os animais eram apenas uma renda adicional para a atividade florestal. Com o tempo observou-se que havia grande potencial na associação das duas atividades (pecuária e florestal) para explorar de forma mais eficiente a área, maximizando a produção do sistema (carne, leite, madeira).

Efeito da sombra no capim

Atualmente, o sistema silvipastoril tem outra abordagem, porque procuramos inserir a árvore nas pastagens das propriedades tradicionalmente de pecuária. No entanto, apesar das vantagens e benefícios potenciais, se o sistema silvipastoril não for adequadamente dimensionado e manejado, a sombra da copa das árvores pode afetar negativamente as respostas fisiológicas do capim e diminuir o acúmulo de forragem, limitando todo o sistema. Sob sombreamento intenso, as taxas de fotossíntese podem ser bastante reduzidas. Portanto, um sistema silvipastoril bem manejado e com arranjo adequado deve ser capaz de manter a produtividade das pastagens em níveis equivalentes aos das “solteiras” (sem árvores).

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Neste sentido, os sistemas silvipastoris têm sido adotados como uma estratégia sustentável de uso da terra, que apresenta alta capacidade de estocar carbono (acima e abaixo do solo), melhorar as características físicoquímicas do solo, aumentar a capacidade de retenção de água em camadas subterrâneas e reduzir seu escoamento na superfície. Além disso, eles contribuem para a redução das emissões de gases de efeito estufa e a melhoria do bem-estar animal, devido à presença de sombra, além de trazer vantagens econômicas, como a venda de produtos madeireiros ou créditos de carbono, em países que já têm esse tipo de mercado.

A integração entre animais, plantas forrageiras e floresta não é uma técnica nova, e tem sido contemplada em diversos lugares do mundo. Em um primeiro momento, ela surgiu como estratégia para controlar (por meio do pastejo) as forrageiras dos sub-bosques de florestas plantadas. No entanto, naquele momento, os animais eram apenas uma renda adicional para a atividade florestal. Com o tempo observou-se que havia grande potencial na associação das duas atividades (pecuária e florestal) para explorar de forma mais eficiente a área, maximizando a produção do sistema (carne, leite, madeira).

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A integração entre animais, plantas forrageiras e floresta não é uma técnica nova, e tem sido contemplada em diversos lugares do mundo. Em um primeiro momento, ela surgiu como estratégia para controlar (por meio do pastejo) as forrageiras dos sub-bosques de florestas plantadas. No entanto, naquele momento, os animais eram apenas uma renda adicional para a atividade florestal. Com o tempo observou-se que havia grande potencial na associação das duas atividades (pecuária e florestal) para explorar de forma mais eficiente a área, maximizando a produção do sistema (carne, leite, madeira).

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Atualmente, o sistema silvipastoril tem outra abordagem, porque procuramos inserir a árvore nas pastagens das propriedades tradicionalmente de pecuária. No entanto, apesar das vantagens e benefícios potenciais, se o sistema silvipastoril não for adequadamente dimensionado e manejado, a sombra da copa das árvores pode afetar negativamente as respostas fisiológicas do capim e diminuir o acúmulo de forragem, limitando todo o sistema. Sob sombreamento intenso, as taxas de fotossíntese podem ser bastante reduzidas. Portanto, um sistema silvipastoril bem manejado e com arranjo adequado deve ser capaz de manter a produtividade das pastagens em níveis equivalentes aos das “solteiras” (sem árvores).

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Neste sentido, os sistemas silvipastoris têm sido adotados como uma estratégia sustentável de uso da terra, que apresenta alta capacidade de estocar carbono (acima e abaixo do solo), melhorar as características físicoquímicas do solo, aumentar a capacidade de retenção de água em camadas subterrâneas e reduzir seu escoamento na superfície. Além disso, eles contribuem para a redução das emissões de gases de efeito estufa e a melhoria do bem-estar animal, devido à presença de sombra, além de trazer vantagens econômicas, como a venda de produtos madeireiros ou créditos de carbono, em países que já têm esse tipo de mercado.

A integração entre animais, plantas forrageiras e floresta não é uma técnica nova, e tem sido contemplada em diversos lugares do mundo. Em um primeiro momento, ela surgiu como estratégia para controlar (por meio do pastejo) as forrageiras dos sub-bosques de florestas plantadas. No entanto, naquele momento, os animais eram apenas uma renda adicional para a atividade florestal. Com o tempo observou-se que havia grande potencial na associação das duas atividades (pecuária e florestal) para explorar de forma mais eficiente a área, maximizando a produção do sistema (carne, leite, madeira).

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Atualmente, o sistema silvipastoril tem outra abordagem, porque procuramos inserir a árvore nas pastagens das propriedades tradicionalmente de pecuária. No entanto, apesar das vantagens e benefícios potenciais, se o sistema silvipastoril não for adequadamente dimensionado e manejado, a sombra da copa das árvores pode afetar negativamente as respostas fisiológicas do capim e diminuir o acúmulo de forragem, limitando todo o sistema. Sob sombreamento intenso, as taxas de fotossíntese podem ser bastante reduzidas. Portanto, um sistema silvipastoril bem manejado e com arranjo adequado deve ser capaz de manter a produtividade das pastagens em níveis equivalentes aos das “solteiras” (sem árvores).

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Confira os destaques da seção ‘Giro Rápido’ da Revista DBO de maio

Nos sistemas com arranjos de árvores mais densos, a receita com madeira deve compensar a redução na produção de carne.

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Com aumento da demanda global por alimentos, das pressões ambientais e da preocupação com os efeitos das mudanças do clima, a busca por sistemas de produção mais produtivos, eficientes e sustentáveis tem sido cada vez maior. No Brasil, apesar da redução na área de pastagens ocorrida nas últimas décadas, houve aumento do rebanho bovino e da produtividade. Esses ganhos são atribuídos, principalmente, à utilização de cultivares de forrageiras mais produtivas, à melhoria genética do rebanho, à maior eficiência no controle sanitário, ao aperfeiçoamento das técnicas de manejo das pastagens e do pastejo, e à adoção de modelos mais produtivos e eficientes.

Neste sentido, os sistemas silvipastoris têm sido adotados como uma estratégia sustentável de uso da terra, que apresenta alta capacidade de estocar carbono (acima e abaixo do solo), melhorar as características físicoquímicas do solo, aumentar a capacidade de retenção de água em camadas subterrâneas e reduzir seu escoamento na superfície. Além disso, eles contribuem para a redução das emissões de gases de efeito estufa e a melhoria do bem-estar animal, devido à presença de sombra, além de trazer vantagens econômicas, como a venda de produtos madeireiros ou créditos de carbono, em países que já têm esse tipo de mercado.

A integração entre animais, plantas forrageiras e floresta não é uma técnica nova, e tem sido contemplada em diversos lugares do mundo. Em um primeiro momento, ela surgiu como estratégia para controlar (por meio do pastejo) as forrageiras dos sub-bosques de florestas plantadas. No entanto, naquele momento, os animais eram apenas uma renda adicional para a atividade florestal. Com o tempo observou-se que havia grande potencial na associação das duas atividades (pecuária e florestal) para explorar de forma mais eficiente a área, maximizando a produção do sistema (carne, leite, madeira).

Efeito da sombra no capim

Atualmente, o sistema silvipastoril tem outra abordagem, porque procuramos inserir a árvore nas pastagens das propriedades tradicionalmente de pecuária. No entanto, apesar das vantagens e benefícios potenciais, se o sistema silvipastoril não for adequadamente dimensionado e manejado, a sombra da copa das árvores pode afetar negativamente as respostas fisiológicas do capim e diminuir o acúmulo de forragem, limitando todo o sistema. Sob sombreamento intenso, as taxas de fotossíntese podem ser bastante reduzidas. Portanto, um sistema silvipastoril bem manejado e com arranjo adequado deve ser capaz de manter a produtividade das pastagens em níveis equivalentes aos das “solteiras” (sem árvores).

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Com aumento da demanda global por alimentos, das pressões ambientais e da preocupação com os efeitos das mudanças do clima, a busca por sistemas de produção mais produtivos, eficientes e sustentáveis tem sido cada vez maior. No Brasil, apesar da redução na área de pastagens ocorrida nas últimas décadas, houve aumento do rebanho bovino e da produtividade. Esses ganhos são atribuídos, principalmente, à utilização de cultivares de forrageiras mais produtivas, à melhoria genética do rebanho, à maior eficiência no controle sanitário, ao aperfeiçoamento das técnicas de manejo das pastagens e do pastejo, e à adoção de modelos mais produtivos e eficientes.

Neste sentido, os sistemas silvipastoris têm sido adotados como uma estratégia sustentável de uso da terra, que apresenta alta capacidade de estocar carbono (acima e abaixo do solo), melhorar as características físicoquímicas do solo, aumentar a capacidade de retenção de água em camadas subterrâneas e reduzir seu escoamento na superfície. Além disso, eles contribuem para a redução das emissões de gases de efeito estufa e a melhoria do bem-estar animal, devido à presença de sombra, além de trazer vantagens econômicas, como a venda de produtos madeireiros ou créditos de carbono, em países que já têm esse tipo de mercado.

A integração entre animais, plantas forrageiras e floresta não é uma técnica nova, e tem sido contemplada em diversos lugares do mundo. Em um primeiro momento, ela surgiu como estratégia para controlar (por meio do pastejo) as forrageiras dos sub-bosques de florestas plantadas. No entanto, naquele momento, os animais eram apenas uma renda adicional para a atividade florestal. Com o tempo observou-se que havia grande potencial na associação das duas atividades (pecuária e florestal) para explorar de forma mais eficiente a área, maximizando a produção do sistema (carne, leite, madeira).

Efeito da sombra no capim

Atualmente, o sistema silvipastoril tem outra abordagem, porque procuramos inserir a árvore nas pastagens das propriedades tradicionalmente de pecuária. No entanto, apesar das vantagens e benefícios potenciais, se o sistema silvipastoril não for adequadamente dimensionado e manejado, a sombra da copa das árvores pode afetar negativamente as respostas fisiológicas do capim e diminuir o acúmulo de forragem, limitando todo o sistema. Sob sombreamento intenso, as taxas de fotossíntese podem ser bastante reduzidas. Portanto, um sistema silvipastoril bem manejado e com arranjo adequado deve ser capaz de manter a produtividade das pastagens em níveis equivalentes aos das “solteiras” (sem árvores).

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Uma visão da pecuária norte-americana, é o tema da conversa da editora Maristela Franco com o zootecnista brasileiro Octávio Guimarães, que presta assistência a confinamentos nos EUA que trabalham com 700 mil cabeças/ano.

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Neste sentido, os sistemas silvipastoris têm sido adotados como uma estratégia sustentável de uso da terra, que apresenta alta capacidade de estocar carbono (acima e abaixo do solo), melhorar as características físicoquímicas do solo, aumentar a capacidade de retenção de água em camadas subterrâneas e reduzir seu escoamento na superfície. Além disso, eles contribuem para a redução das emissões de gases de efeito estufa e a melhoria do bem-estar animal, devido à presença de sombra, além de trazer vantagens econômicas, como a venda de produtos madeireiros ou créditos de carbono, em países que já têm esse tipo de mercado.

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Nos sistemas com arranjos de árvores mais densos, a receita com madeira deve compensar a redução na produção de carne.

Por Bruno C. Pedreira – Agrônomo e pesquisador da Embrapa Agrossilvipastoril

Com aumento da demanda global por alimentos, das pressões ambientais e da preocupação com os efeitos das mudanças do clima, a busca por sistemas de produção mais produtivos, eficientes e sustentáveis tem sido cada vez maior. No Brasil, apesar da redução na área de pastagens ocorrida nas últimas décadas, houve aumento do rebanho bovino e da produtividade. Esses ganhos são atribuídos, principalmente, à utilização de cultivares de forrageiras mais produtivas, à melhoria genética do rebanho, à maior eficiência no controle sanitário, ao aperfeiçoamento das técnicas de manejo das pastagens e do pastejo, e à adoção de modelos mais produtivos e eficientes.

Neste sentido, os sistemas silvipastoris têm sido adotados como uma estratégia sustentável de uso da terra, que apresenta alta capacidade de estocar carbono (acima e abaixo do solo), melhorar as características físicoquímicas do solo, aumentar a capacidade de retenção de água em camadas subterrâneas e reduzir seu escoamento na superfície. Além disso, eles contribuem para a redução das emissões de gases de efeito estufa e a melhoria do bem-estar animal, devido à presença de sombra, além de trazer vantagens econômicas, como a venda de produtos madeireiros ou créditos de carbono, em países que já têm esse tipo de mercado.

A integração entre animais, plantas forrageiras e floresta não é uma técnica nova, e tem sido contemplada em diversos lugares do mundo. Em um primeiro momento, ela surgiu como estratégia para controlar (por meio do pastejo) as forrageiras dos sub-bosques de florestas plantadas. No entanto, naquele momento, os animais eram apenas uma renda adicional para a atividade florestal. Com o tempo observou-se que havia grande potencial na associação das duas atividades (pecuária e florestal) para explorar de forma mais eficiente a área, maximizando a produção do sistema (carne, leite, madeira).

Efeito da sombra no capim

Atualmente, o sistema silvipastoril tem outra abordagem, porque procuramos inserir a árvore nas pastagens das propriedades tradicionalmente de pecuária. No entanto, apesar das vantagens e benefícios potenciais, se o sistema silvipastoril não for adequadamente dimensionado e manejado, a sombra da copa das árvores pode afetar negativamente as respostas fisiológicas do capim e diminuir o acúmulo de forragem, limitando todo o sistema. Sob sombreamento intenso, as taxas de fotossíntese podem ser bastante reduzidas. Portanto, um sistema silvipastoril bem manejado e com arranjo adequado deve ser capaz de manter a produtividade das pastagens em níveis equivalentes aos das “solteiras” (sem árvores).

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