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Revista DBO: O dragão chinês rende-se ao boi

Em 2020, o país importou 2,75 milhões de toneladas de carne bovina; 31,5% provenientes do Brasil. Qual o impacto disso na pecuária nacional?

Cada chinês consumiu 52 kg de carnes em 2020, com queda na suína (por causa da PSA) e aumento na bovina e de aves. (Fotos: iStock)

Por Maristela Franco

2021 é o ano do boi no calendário chinês. Coincidentemente (ou não), esse animal – símbolo de fertilidade, força e prosperidade – tem sacudido a pauta das exportações de carnes brasileiras, conquistando espaço crescente no cardápio do maior (e mais voraz) dragão asiático. Desde 2013, as vendas vêm crescendo de forma expressiva, mas dispararam em 2019, após a habilitação de 22 novos frigoríficos pelas autoridades chinesas (hoje são 35). Em 2020, o Brasil vendeu 868.869 toneladas de carne bovina para a China. Um recorde absoluto. Se acrescidas as 312.565 t enviadas para Hong Kong, tem-se 1,181 milhão de toneladas, 58,69% do total exportado pelo País.

O dragão rendeu-se ao boi tupiniquim: das 2,75 milhões de toneladas adquiridas pela China em 2020, 31,5% tinham carimbo brasileiro. Isso configura dependência com riscos para a pecuária brasileira ou trata-se de uma relação vantajosa, com boas perspectivas futuras? DBO foi em busca de resposta para essa pergunta (ou inquietação) que ronda frequentemente o setor.

Hoje, o peso da China no mercado brasileiro de carne bovina é tão grande que influi no preço pago ao produtor. A voracidade chinesa, junto com a menor oferta de animais para abate, tem ajudado a sustentar o valor da arroba, em um momento de demanda interna retraída por causa da pandemia. Além disso, o ágio que os frigoríficos pagam pelo “boi China” (animal com até 30 meses) tem estimulado muitos produtores a acelerar seu processo de intensificação pecuária, como mostra a segunda parte desta reportagem, conduzida pelo repórter Renato Villela (Leia AQUI).

Segundo Alcides Torres, da Scot Consultoria, o ágio do “boi China” sofre muita volatilidade (veja gráfico abaixo), mas frequentemente se aproxima dos R$ 10/@, um valor considerado muito atrativo. A dimensão da China, hoje, no mercado pecuário brasileiro assusta, mas, segundo especialistas ouvidos por DBO, trata-se de uma simbiose positiva e com boas perspectivas futuras, apesar dos riscos embutidos.

“Nunca houve concentração tão grande das exportações de carne bovina em um único destino. Isso às vezes gera intranquilidade no produtor, afinal pode haver algum tipo de ruptura, com reflexos negativos sobre a arroba, mas é importante lembrar do tamanho da China, da ascensão de sua classe média e dos problemas gerados pela peste suína africana (PSA), que não se resolverão a curto prazo. Esses fatores criam condições para que as exportações se mantenham em alta”, explica Lygia Pimentel, titular da Agrifatto Consultoria, de Bebedouro (SP). “Já tivemos a ‘era’ da União Europeia (1997 a 2006), a ‘era’ russa (2007 a 2012), a ‘era Hong Kong (2013 a 2018) e agora, a ‘era’ China, que pode durar uns 10 anos ou mais”, diz.

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Cada chinês consumiu 52 kg de carnes em 2020, com queda na suína (por causa da PSA) e aumento na bovina e de aves. (Fotos: iStock)

Por Maristela Franco

2021 é o ano do boi no calendário chinês. Coincidentemente (ou não), esse animal – símbolo de fertilidade, força e prosperidade – tem sacudido a pauta das exportações de carnes brasileiras, conquistando espaço crescente no cardápio do maior (e mais voraz) dragão asiático. Desde 2013, as vendas vêm crescendo de forma expressiva, mas dispararam em 2019, após a habilitação de 22 novos frigoríficos pelas autoridades chinesas (hoje são 35). Em 2020, o Brasil vendeu 868.869 toneladas de carne bovina para a China. Um recorde absoluto. Se acrescidas as 312.565 t enviadas para Hong Kong, tem-se 1,181 milhão de toneladas, 58,69% do total exportado pelo País.

O dragão rendeu-se ao boi tupiniquim: das 2,75 milhões de toneladas adquiridas pela China em 2020, 31,5% tinham carimbo brasileiro. Isso configura dependência com riscos para a pecuária brasileira ou trata-se de uma relação vantajosa, com boas perspectivas futuras? DBO foi em busca de resposta para essa pergunta (ou inquietação) que ronda frequentemente o setor.

Hoje, o peso da China no mercado brasileiro de carne bovina é tão grande que influi no preço pago ao produtor. A voracidade chinesa, junto com a menor oferta de animais para abate, tem ajudado a sustentar o valor da arroba, em um momento de demanda interna retraída por causa da pandemia. Além disso, o ágio que os frigoríficos pagam pelo “boi China” (animal com até 30 meses) tem estimulado muitos produtores a acelerar seu processo de intensificação pecuária, como mostra a segunda parte desta reportagem, conduzida pelo repórter Renato Villela (Leia AQUI).

Segundo Alcides Torres, da Scot Consultoria, o ágio do “boi China” sofre muita volatilidade (veja gráfico abaixo), mas frequentemente se aproxima dos R$ 10/@, um valor considerado muito atrativo. A dimensão da China, hoje, no mercado pecuário brasileiro assusta, mas, segundo especialistas ouvidos por DBO, trata-se de uma simbiose positiva e com boas perspectivas futuras, apesar dos riscos embutidos.

“Nunca houve concentração tão grande das exportações de carne bovina em um único destino. Isso às vezes gera intranquilidade no produtor, afinal pode haver algum tipo de ruptura, com reflexos negativos sobre a arroba, mas é importante lembrar do tamanho da China, da ascensão de sua classe média e dos problemas gerados pela peste suína africana (PSA), que não se resolverão a curto prazo. Esses fatores criam condições para que as exportações se mantenham em alta”, explica Lygia Pimentel, titular da Agrifatto Consultoria, de Bebedouro (SP). “Já tivemos a ‘era’ da União Europeia (1997 a 2006), a ‘era’ russa (2007 a 2012), a ‘era Hong Kong (2013 a 2018) e agora, a ‘era’ China, que pode durar uns 10 anos ou mais”, diz.

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2021 é o ano do boi no calendário chinês. Coincidentemente (ou não), esse animal – símbolo de fertilidade, força e prosperidade – tem sacudido a pauta das exportações de carnes brasileiras, conquistando espaço crescente no cardápio do maior (e mais voraz) dragão asiático. Desde 2013, as vendas vêm crescendo de forma expressiva, mas dispararam em 2019, após a habilitação de 22 novos frigoríficos pelas autoridades chinesas (hoje são 35). Em 2020, o Brasil vendeu 868.869 toneladas de carne bovina para a China. Um recorde absoluto. Se acrescidas as 312.565 t enviadas para Hong Kong, tem-se 1,181 milhão de toneladas, 58,69% do total exportado pelo País.

O dragão rendeu-se ao boi tupiniquim: das 2,75 milhões de toneladas adquiridas pela China em 2020, 31,5% tinham carimbo brasileiro. Isso configura dependência com riscos para a pecuária brasileira ou trata-se de uma relação vantajosa, com boas perspectivas futuras? DBO foi em busca de resposta para essa pergunta (ou inquietação) que ronda frequentemente o setor.

Hoje, o peso da China no mercado brasileiro de carne bovina é tão grande que influi no preço pago ao produtor. A voracidade chinesa, junto com a menor oferta de animais para abate, tem ajudado a sustentar o valor da arroba, em um momento de demanda interna retraída por causa da pandemia. Além disso, o ágio que os frigoríficos pagam pelo “boi China” (animal com até 30 meses) tem estimulado muitos produtores a acelerar seu processo de intensificação pecuária, como mostra a segunda parte desta reportagem, conduzida pelo repórter Renato Villela (Leia AQUI).

Segundo Alcides Torres, da Scot Consultoria, o ágio do “boi China” sofre muita volatilidade (veja gráfico abaixo), mas frequentemente se aproxima dos R$ 10/@, um valor considerado muito atrativo. A dimensão da China, hoje, no mercado pecuário brasileiro assusta, mas, segundo especialistas ouvidos por DBO, trata-se de uma simbiose positiva e com boas perspectivas futuras, apesar dos riscos embutidos.

“Nunca houve concentração tão grande das exportações de carne bovina em um único destino. Isso às vezes gera intranquilidade no produtor, afinal pode haver algum tipo de ruptura, com reflexos negativos sobre a arroba, mas é importante lembrar do tamanho da China, da ascensão de sua classe média e dos problemas gerados pela peste suína africana (PSA), que não se resolverão a curto prazo. Esses fatores criam condições para que as exportações se mantenham em alta”, explica Lygia Pimentel, titular da Agrifatto Consultoria, de Bebedouro (SP). “Já tivemos a ‘era’ da União Europeia (1997 a 2006), a ‘era’ russa (2007 a 2012), a ‘era Hong Kong (2013 a 2018) e agora, a ‘era’ China, que pode durar uns 10 anos ou mais”, diz.

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2021 é o ano do boi no calendário chinês. Coincidentemente (ou não), esse animal – símbolo de fertilidade, força e prosperidade – tem sacudido a pauta das exportações de carnes brasileiras, conquistando espaço crescente no cardápio do maior (e mais voraz) dragão asiático. Desde 2013, as vendas vêm crescendo de forma expressiva, mas dispararam em 2019, após a habilitação de 22 novos frigoríficos pelas autoridades chinesas (hoje são 35). Em 2020, o Brasil vendeu 868.869 toneladas de carne bovina para a China. Um recorde absoluto. Se acrescidas as 312.565 t enviadas para Hong Kong, tem-se 1,181 milhão de toneladas, 58,69% do total exportado pelo País.

O dragão rendeu-se ao boi tupiniquim: das 2,75 milhões de toneladas adquiridas pela China em 2020, 31,5% tinham carimbo brasileiro. Isso configura dependência com riscos para a pecuária brasileira ou trata-se de uma relação vantajosa, com boas perspectivas futuras? DBO foi em busca de resposta para essa pergunta (ou inquietação) que ronda frequentemente o setor.

Hoje, o peso da China no mercado brasileiro de carne bovina é tão grande que influi no preço pago ao produtor. A voracidade chinesa, junto com a menor oferta de animais para abate, tem ajudado a sustentar o valor da arroba, em um momento de demanda interna retraída por causa da pandemia. Além disso, o ágio que os frigoríficos pagam pelo “boi China” (animal com até 30 meses) tem estimulado muitos produtores a acelerar seu processo de intensificação pecuária, como mostra a segunda parte desta reportagem, conduzida pelo repórter Renato Villela (Leia AQUI).

Segundo Alcides Torres, da Scot Consultoria, o ágio do “boi China” sofre muita volatilidade (veja gráfico abaixo), mas frequentemente se aproxima dos R$ 10/@, um valor considerado muito atrativo. A dimensão da China, hoje, no mercado pecuário brasileiro assusta, mas, segundo especialistas ouvidos por DBO, trata-se de uma simbiose positiva e com boas perspectivas futuras, apesar dos riscos embutidos.

“Nunca houve concentração tão grande das exportações de carne bovina em um único destino. Isso às vezes gera intranquilidade no produtor, afinal pode haver algum tipo de ruptura, com reflexos negativos sobre a arroba, mas é importante lembrar do tamanho da China, da ascensão de sua classe média e dos problemas gerados pela peste suína africana (PSA), que não se resolverão a curto prazo. Esses fatores criam condições para que as exportações se mantenham em alta”, explica Lygia Pimentel, titular da Agrifatto Consultoria, de Bebedouro (SP). “Já tivemos a ‘era’ da União Europeia (1997 a 2006), a ‘era’ russa (2007 a 2012), a ‘era Hong Kong (2013 a 2018) e agora, a ‘era’ China, que pode durar uns 10 anos ou mais”, diz.

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Cada chinês consumiu 52 kg de carnes em 2020, com queda na suína (por causa da PSA) e aumento na bovina e de aves. (Fotos: iStock)

Por Maristela Franco

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Hoje, o peso da China no mercado brasileiro de carne bovina é tão grande que influi no preço pago ao produtor. A voracidade chinesa, junto com a menor oferta de animais para abate, tem ajudado a sustentar o valor da arroba, em um momento de demanda interna retraída por causa da pandemia. Além disso, o ágio que os frigoríficos pagam pelo “boi China” (animal com até 30 meses) tem estimulado muitos produtores a acelerar seu processo de intensificação pecuária, como mostra a segunda parte desta reportagem, conduzida pelo repórter Renato Villela (Leia AQUI).

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“Nunca houve concentração tão grande das exportações de carne bovina em um único destino. Isso às vezes gera intranquilidade no produtor, afinal pode haver algum tipo de ruptura, com reflexos negativos sobre a arroba, mas é importante lembrar do tamanho da China, da ascensão de sua classe média e dos problemas gerados pela peste suína africana (PSA), que não se resolverão a curto prazo. Esses fatores criam condições para que as exportações se mantenham em alta”, explica Lygia Pimentel, titular da Agrifatto Consultoria, de Bebedouro (SP). “Já tivemos a ‘era’ da União Europeia (1997 a 2006), a ‘era’ russa (2007 a 2012), a ‘era Hong Kong (2013 a 2018) e agora, a ‘era’ China, que pode durar uns 10 anos ou mais”, diz.

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O dragão rendeu-se ao boi tupiniquim: das 2,75 milhões de toneladas adquiridas pela China em 2020, 31,5% tinham carimbo brasileiro. Isso configura dependência com riscos para a pecuária brasileira ou trata-se de uma relação vantajosa, com boas perspectivas futuras? DBO foi em busca de resposta para essa pergunta (ou inquietação) que ronda frequentemente o setor.

Hoje, o peso da China no mercado brasileiro de carne bovina é tão grande que influi no preço pago ao produtor. A voracidade chinesa, junto com a menor oferta de animais para abate, tem ajudado a sustentar o valor da arroba, em um momento de demanda interna retraída por causa da pandemia. Além disso, o ágio que os frigoríficos pagam pelo “boi China” (animal com até 30 meses) tem estimulado muitos produtores a acelerar seu processo de intensificação pecuária, como mostra a segunda parte desta reportagem, conduzida pelo repórter Renato Villela (Leia AQUI).

Segundo Alcides Torres, da Scot Consultoria, o ágio do “boi China” sofre muita volatilidade (veja gráfico abaixo), mas frequentemente se aproxima dos R$ 10/@, um valor considerado muito atrativo. A dimensão da China, hoje, no mercado pecuário brasileiro assusta, mas, segundo especialistas ouvidos por DBO, trata-se de uma simbiose positiva e com boas perspectivas futuras, apesar dos riscos embutidos.

“Nunca houve concentração tão grande das exportações de carne bovina em um único destino. Isso às vezes gera intranquilidade no produtor, afinal pode haver algum tipo de ruptura, com reflexos negativos sobre a arroba, mas é importante lembrar do tamanho da China, da ascensão de sua classe média e dos problemas gerados pela peste suína africana (PSA), que não se resolverão a curto prazo. Esses fatores criam condições para que as exportações se mantenham em alta”, explica Lygia Pimentel, titular da Agrifatto Consultoria, de Bebedouro (SP). “Já tivemos a ‘era’ da União Europeia (1997 a 2006), a ‘era’ russa (2007 a 2012), a ‘era Hong Kong (2013 a 2018) e agora, a ‘era’ China, que pode durar uns 10 anos ou mais”, diz.

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Confira os destaques da seção ‘Giro Rápido’ da Revista DBO de maio

Cada chinês consumiu 52 kg de carnes em 2020, com queda na suína (por causa da PSA) e aumento na bovina e de aves. (Fotos: iStock)

Por Maristela Franco

2021 é o ano do boi no calendário chinês. Coincidentemente (ou não), esse animal – símbolo de fertilidade, força e prosperidade – tem sacudido a pauta das exportações de carnes brasileiras, conquistando espaço crescente no cardápio do maior (e mais voraz) dragão asiático. Desde 2013, as vendas vêm crescendo de forma expressiva, mas dispararam em 2019, após a habilitação de 22 novos frigoríficos pelas autoridades chinesas (hoje são 35). Em 2020, o Brasil vendeu 868.869 toneladas de carne bovina para a China. Um recorde absoluto. Se acrescidas as 312.565 t enviadas para Hong Kong, tem-se 1,181 milhão de toneladas, 58,69% do total exportado pelo País.

O dragão rendeu-se ao boi tupiniquim: das 2,75 milhões de toneladas adquiridas pela China em 2020, 31,5% tinham carimbo brasileiro. Isso configura dependência com riscos para a pecuária brasileira ou trata-se de uma relação vantajosa, com boas perspectivas futuras? DBO foi em busca de resposta para essa pergunta (ou inquietação) que ronda frequentemente o setor.

Hoje, o peso da China no mercado brasileiro de carne bovina é tão grande que influi no preço pago ao produtor. A voracidade chinesa, junto com a menor oferta de animais para abate, tem ajudado a sustentar o valor da arroba, em um momento de demanda interna retraída por causa da pandemia. Além disso, o ágio que os frigoríficos pagam pelo “boi China” (animal com até 30 meses) tem estimulado muitos produtores a acelerar seu processo de intensificação pecuária, como mostra a segunda parte desta reportagem, conduzida pelo repórter Renato Villela (Leia AQUI).

Segundo Alcides Torres, da Scot Consultoria, o ágio do “boi China” sofre muita volatilidade (veja gráfico abaixo), mas frequentemente se aproxima dos R$ 10/@, um valor considerado muito atrativo. A dimensão da China, hoje, no mercado pecuário brasileiro assusta, mas, segundo especialistas ouvidos por DBO, trata-se de uma simbiose positiva e com boas perspectivas futuras, apesar dos riscos embutidos.

“Nunca houve concentração tão grande das exportações de carne bovina em um único destino. Isso às vezes gera intranquilidade no produtor, afinal pode haver algum tipo de ruptura, com reflexos negativos sobre a arroba, mas é importante lembrar do tamanho da China, da ascensão de sua classe média e dos problemas gerados pela peste suína africana (PSA), que não se resolverão a curto prazo. Esses fatores criam condições para que as exportações se mantenham em alta”, explica Lygia Pimentel, titular da Agrifatto Consultoria, de Bebedouro (SP). “Já tivemos a ‘era’ da União Europeia (1997 a 2006), a ‘era’ russa (2007 a 2012), a ‘era Hong Kong (2013 a 2018) e agora, a ‘era’ China, que pode durar uns 10 anos ou mais”, diz.

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O dragão rendeu-se ao boi tupiniquim: das 2,75 milhões de toneladas adquiridas pela China em 2020, 31,5% tinham carimbo brasileiro. Isso configura dependência com riscos para a pecuária brasileira ou trata-se de uma relação vantajosa, com boas perspectivas futuras? DBO foi em busca de resposta para essa pergunta (ou inquietação) que ronda frequentemente o setor.

Hoje, o peso da China no mercado brasileiro de carne bovina é tão grande que influi no preço pago ao produtor. A voracidade chinesa, junto com a menor oferta de animais para abate, tem ajudado a sustentar o valor da arroba, em um momento de demanda interna retraída por causa da pandemia. Além disso, o ágio que os frigoríficos pagam pelo “boi China” (animal com até 30 meses) tem estimulado muitos produtores a acelerar seu processo de intensificação pecuária, como mostra a segunda parte desta reportagem, conduzida pelo repórter Renato Villela (Leia AQUI).

Segundo Alcides Torres, da Scot Consultoria, o ágio do “boi China” sofre muita volatilidade (veja gráfico abaixo), mas frequentemente se aproxima dos R$ 10/@, um valor considerado muito atrativo. A dimensão da China, hoje, no mercado pecuário brasileiro assusta, mas, segundo especialistas ouvidos por DBO, trata-se de uma simbiose positiva e com boas perspectivas futuras, apesar dos riscos embutidos.

“Nunca houve concentração tão grande das exportações de carne bovina em um único destino. Isso às vezes gera intranquilidade no produtor, afinal pode haver algum tipo de ruptura, com reflexos negativos sobre a arroba, mas é importante lembrar do tamanho da China, da ascensão de sua classe média e dos problemas gerados pela peste suína africana (PSA), que não se resolverão a curto prazo. Esses fatores criam condições para que as exportações se mantenham em alta”, explica Lygia Pimentel, titular da Agrifatto Consultoria, de Bebedouro (SP). “Já tivemos a ‘era’ da União Europeia (1997 a 2006), a ‘era’ russa (2007 a 2012), a ‘era Hong Kong (2013 a 2018) e agora, a ‘era’ China, que pode durar uns 10 anos ou mais”, diz.

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Uma visão da pecuária norte-americana, é o tema da conversa da editora Maristela Franco com o zootecnista brasileiro Octávio Guimarães, que presta assistência a confinamentos nos EUA que trabalham com 700 mil cabeças/ano.

Cada chinês consumiu 52 kg de carnes em 2020, com queda na suína (por causa da PSA) e aumento na bovina e de aves. (Fotos: iStock)

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O dragão rendeu-se ao boi tupiniquim: das 2,75 milhões de toneladas adquiridas pela China em 2020, 31,5% tinham carimbo brasileiro. Isso configura dependência com riscos para a pecuária brasileira ou trata-se de uma relação vantajosa, com boas perspectivas futuras? DBO foi em busca de resposta para essa pergunta (ou inquietação) que ronda frequentemente o setor.

Hoje, o peso da China no mercado brasileiro de carne bovina é tão grande que influi no preço pago ao produtor. A voracidade chinesa, junto com a menor oferta de animais para abate, tem ajudado a sustentar o valor da arroba, em um momento de demanda interna retraída por causa da pandemia. Além disso, o ágio que os frigoríficos pagam pelo “boi China” (animal com até 30 meses) tem estimulado muitos produtores a acelerar seu processo de intensificação pecuária, como mostra a segunda parte desta reportagem, conduzida pelo repórter Renato Villela (Leia AQUI).

Segundo Alcides Torres, da Scot Consultoria, o ágio do “boi China” sofre muita volatilidade (veja gráfico abaixo), mas frequentemente se aproxima dos R$ 10/@, um valor considerado muito atrativo. A dimensão da China, hoje, no mercado pecuário brasileiro assusta, mas, segundo especialistas ouvidos por DBO, trata-se de uma simbiose positiva e com boas perspectivas futuras, apesar dos riscos embutidos.

“Nunca houve concentração tão grande das exportações de carne bovina em um único destino. Isso às vezes gera intranquilidade no produtor, afinal pode haver algum tipo de ruptura, com reflexos negativos sobre a arroba, mas é importante lembrar do tamanho da China, da ascensão de sua classe média e dos problemas gerados pela peste suína africana (PSA), que não se resolverão a curto prazo. Esses fatores criam condições para que as exportações se mantenham em alta”, explica Lygia Pimentel, titular da Agrifatto Consultoria, de Bebedouro (SP). “Já tivemos a ‘era’ da União Europeia (1997 a 2006), a ‘era’ russa (2007 a 2012), a ‘era Hong Kong (2013 a 2018) e agora, a ‘era’ China, que pode durar uns 10 anos ou mais”, diz.

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Cada chinês consumiu 52 kg de carnes em 2020, com queda na suína (por causa da PSA) e aumento na bovina e de aves. (Fotos: iStock)

Por Maristela Franco

2021 é o ano do boi no calendário chinês. Coincidentemente (ou não), esse animal – símbolo de fertilidade, força e prosperidade – tem sacudido a pauta das exportações de carnes brasileiras, conquistando espaço crescente no cardápio do maior (e mais voraz) dragão asiático. Desde 2013, as vendas vêm crescendo de forma expressiva, mas dispararam em 2019, após a habilitação de 22 novos frigoríficos pelas autoridades chinesas (hoje são 35). Em 2020, o Brasil vendeu 868.869 toneladas de carne bovina para a China. Um recorde absoluto. Se acrescidas as 312.565 t enviadas para Hong Kong, tem-se 1,181 milhão de toneladas, 58,69% do total exportado pelo País.

O dragão rendeu-se ao boi tupiniquim: das 2,75 milhões de toneladas adquiridas pela China em 2020, 31,5% tinham carimbo brasileiro. Isso configura dependência com riscos para a pecuária brasileira ou trata-se de uma relação vantajosa, com boas perspectivas futuras? DBO foi em busca de resposta para essa pergunta (ou inquietação) que ronda frequentemente o setor.

Hoje, o peso da China no mercado brasileiro de carne bovina é tão grande que influi no preço pago ao produtor. A voracidade chinesa, junto com a menor oferta de animais para abate, tem ajudado a sustentar o valor da arroba, em um momento de demanda interna retraída por causa da pandemia. Além disso, o ágio que os frigoríficos pagam pelo “boi China” (animal com até 30 meses) tem estimulado muitos produtores a acelerar seu processo de intensificação pecuária, como mostra a segunda parte desta reportagem, conduzida pelo repórter Renato Villela (Leia AQUI).

Segundo Alcides Torres, da Scot Consultoria, o ágio do “boi China” sofre muita volatilidade (veja gráfico abaixo), mas frequentemente se aproxima dos R$ 10/@, um valor considerado muito atrativo. A dimensão da China, hoje, no mercado pecuário brasileiro assusta, mas, segundo especialistas ouvidos por DBO, trata-se de uma simbiose positiva e com boas perspectivas futuras, apesar dos riscos embutidos.

“Nunca houve concentração tão grande das exportações de carne bovina em um único destino. Isso às vezes gera intranquilidade no produtor, afinal pode haver algum tipo de ruptura, com reflexos negativos sobre a arroba, mas é importante lembrar do tamanho da China, da ascensão de sua classe média e dos problemas gerados pela peste suína africana (PSA), que não se resolverão a curto prazo. Esses fatores criam condições para que as exportações se mantenham em alta”, explica Lygia Pimentel, titular da Agrifatto Consultoria, de Bebedouro (SP). “Já tivemos a ‘era’ da União Europeia (1997 a 2006), a ‘era’ russa (2007 a 2012), a ‘era Hong Kong (2013 a 2018) e agora, a ‘era’ China, que pode durar uns 10 anos ou mais”, diz.

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Cada chinês consumiu 52 kg de carnes em 2020, com queda na suína (por causa da PSA) e aumento na bovina e de aves. (Fotos: iStock)

Por Maristela Franco

2021 é o ano do boi no calendário chinês. Coincidentemente (ou não), esse animal – símbolo de fertilidade, força e prosperidade – tem sacudido a pauta das exportações de carnes brasileiras, conquistando espaço crescente no cardápio do maior (e mais voraz) dragão asiático. Desde 2013, as vendas vêm crescendo de forma expressiva, mas dispararam em 2019, após a habilitação de 22 novos frigoríficos pelas autoridades chinesas (hoje são 35). Em 2020, o Brasil vendeu 868.869 toneladas de carne bovina para a China. Um recorde absoluto. Se acrescidas as 312.565 t enviadas para Hong Kong, tem-se 1,181 milhão de toneladas, 58,69% do total exportado pelo País.

O dragão rendeu-se ao boi tupiniquim: das 2,75 milhões de toneladas adquiridas pela China em 2020, 31,5% tinham carimbo brasileiro. Isso configura dependência com riscos para a pecuária brasileira ou trata-se de uma relação vantajosa, com boas perspectivas futuras? DBO foi em busca de resposta para essa pergunta (ou inquietação) que ronda frequentemente o setor.

Hoje, o peso da China no mercado brasileiro de carne bovina é tão grande que influi no preço pago ao produtor. A voracidade chinesa, junto com a menor oferta de animais para abate, tem ajudado a sustentar o valor da arroba, em um momento de demanda interna retraída por causa da pandemia. Além disso, o ágio que os frigoríficos pagam pelo “boi China” (animal com até 30 meses) tem estimulado muitos produtores a acelerar seu processo de intensificação pecuária, como mostra a segunda parte desta reportagem, conduzida pelo repórter Renato Villela (Leia AQUI).

Segundo Alcides Torres, da Scot Consultoria, o ágio do “boi China” sofre muita volatilidade (veja gráfico abaixo), mas frequentemente se aproxima dos R$ 10/@, um valor considerado muito atrativo. A dimensão da China, hoje, no mercado pecuário brasileiro assusta, mas, segundo especialistas ouvidos por DBO, trata-se de uma simbiose positiva e com boas perspectivas futuras, apesar dos riscos embutidos.

“Nunca houve concentração tão grande das exportações de carne bovina em um único destino. Isso às vezes gera intranquilidade no produtor, afinal pode haver algum tipo de ruptura, com reflexos negativos sobre a arroba, mas é importante lembrar do tamanho da China, da ascensão de sua classe média e dos problemas gerados pela peste suína africana (PSA), que não se resolverão a curto prazo. Esses fatores criam condições para que as exportações se mantenham em alta”, explica Lygia Pimentel, titular da Agrifatto Consultoria, de Bebedouro (SP). “Já tivemos a ‘era’ da União Europeia (1997 a 2006), a ‘era’ russa (2007 a 2012), a ‘era Hong Kong (2013 a 2018) e agora, a ‘era’ China, que pode durar uns 10 anos ou mais”, diz.

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Cada chinês consumiu 52 kg de carnes em 2020, com queda na suína (por causa da PSA) e aumento na bovina e de aves. (Fotos: iStock)

Por Maristela Franco

2021 é o ano do boi no calendário chinês. Coincidentemente (ou não), esse animal – símbolo de fertilidade, força e prosperidade – tem sacudido a pauta das exportações de carnes brasileiras, conquistando espaço crescente no cardápio do maior (e mais voraz) dragão asiático. Desde 2013, as vendas vêm crescendo de forma expressiva, mas dispararam em 2019, após a habilitação de 22 novos frigoríficos pelas autoridades chinesas (hoje são 35). Em 2020, o Brasil vendeu 868.869 toneladas de carne bovina para a China. Um recorde absoluto. Se acrescidas as 312.565 t enviadas para Hong Kong, tem-se 1,181 milhão de toneladas, 58,69% do total exportado pelo País.

O dragão rendeu-se ao boi tupiniquim: das 2,75 milhões de toneladas adquiridas pela China em 2020, 31,5% tinham carimbo brasileiro. Isso configura dependência com riscos para a pecuária brasileira ou trata-se de uma relação vantajosa, com boas perspectivas futuras? DBO foi em busca de resposta para essa pergunta (ou inquietação) que ronda frequentemente o setor.

Hoje, o peso da China no mercado brasileiro de carne bovina é tão grande que influi no preço pago ao produtor. A voracidade chinesa, junto com a menor oferta de animais para abate, tem ajudado a sustentar o valor da arroba, em um momento de demanda interna retraída por causa da pandemia. Além disso, o ágio que os frigoríficos pagam pelo “boi China” (animal com até 30 meses) tem estimulado muitos produtores a acelerar seu processo de intensificação pecuária, como mostra a segunda parte desta reportagem, conduzida pelo repórter Renato Villela (Leia AQUI).

Segundo Alcides Torres, da Scot Consultoria, o ágio do “boi China” sofre muita volatilidade (veja gráfico abaixo), mas frequentemente se aproxima dos R$ 10/@, um valor considerado muito atrativo. A dimensão da China, hoje, no mercado pecuário brasileiro assusta, mas, segundo especialistas ouvidos por DBO, trata-se de uma simbiose positiva e com boas perspectivas futuras, apesar dos riscos embutidos.

“Nunca houve concentração tão grande das exportações de carne bovina em um único destino. Isso às vezes gera intranquilidade no produtor, afinal pode haver algum tipo de ruptura, com reflexos negativos sobre a arroba, mas é importante lembrar do tamanho da China, da ascensão de sua classe média e dos problemas gerados pela peste suína africana (PSA), que não se resolverão a curto prazo. Esses fatores criam condições para que as exportações se mantenham em alta”, explica Lygia Pimentel, titular da Agrifatto Consultoria, de Bebedouro (SP). “Já tivemos a ‘era’ da União Europeia (1997 a 2006), a ‘era’ russa (2007 a 2012), a ‘era Hong Kong (2013 a 2018) e agora, a ‘era’ China, que pode durar uns 10 anos ou mais”, diz.

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