A indústria de carne da Argentina lançou sua primeira missão comercial aos Estados Unidos, que se estende até 1º de maio e incluirá paradas em Filadélfia, Chicago e Los Angeles, informa o portal do jornal Clarín.
O objetivo, diz a reportagem, é consolidar a presença da proteína argentina em três mercados estratégicos para o comércio de carne, após a recente expansão da cota de exportação isenta de tarifas.
A nova cota anual é de 100.000 toneladas, 80.000 toneladas a mais que a cota anterior, o que poderá representar um aumento significativo nas receitas cambiais até 2026, passando dos atuais US$ 460 milhões para mais de US$ 2 bilhões, relata o Clarín, com base em estimativas do setor produtivo.
Os encontros de negócios incluem as principais empresas do setor, entre elas La Anónima, Bustos Beltrán, Frigorífico Forres Beltrán, Frigorífico Gorina, Grupo Lequio, Azul Natural Beef, Frigorífico Rioplatense e Frimsa.
Também participam Swift, Logros, Frigorífico ProBermejo, Compañía Central Pampeana, Abuelo Julio, Carne Hereford e Bulon Global Order.
A visita aos Estados Unidos ocorre em meio a um forte crescimento das exportações. No primeiro trimestre deste ano, os embarques argentinos de carne bovina atingiram 164 mil toneladas, com receita de US$ 1,071 bilhão, representando um aumento anual de 14,3% em volume e um salto de 52,9% em faturamento.
Embora a China continue sendo o principal destino (responsável por mais de 60% das exportações), os Estados Unidos agora representam 20% do total, informa o Clarín.
Em 2025, a Argentina se posicionou como o quinto maior exportador mundial de carne bovina, atrás do Brasil, Austrália, Índia e Estados Unidos, e o segundo maior da América Latina.
As exportações de carne bovina e produtos de couro ultrapassaram US$ 4,7 bilhões, um recorde que representou um aumento de 24,2% em comparação com 2024 e de 32,5% em relação ao resultado de 2023.
Em volume, foram exportadas em torno de 850 mil toneladas em 2025, para aproximadamente 115 destinos.
Entre os tipos de produtos embarcados pela Argentina, detalha o Clarín, a carne bovina congelada sem osso continua sendo o segmento mais dinâmico e o principal item enviado para os Estados Unidos, representando 65% do total, seguida pela carne bovina resfriada sem osso (35%).
Cidades como Filadélfia e Los Angeles estão entre os principais pontos de entrada para os cortes argentinos, observa a reportagem.
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