A escalas de abate dos frigoríficos recuaram para o menor patamar desde o início de julho, informa nesta terça-feira a Agrifatto.
Em São Paulo e Mato Grosso do Sul, as programações de abate atendem atualmente a 8,7 e 6,6 dias, respectivamente, relata a consultoria. Na média dos Estados levantados pela Agrifatto, as programações de abate estão em 6,8 dias.
“A oferta de animais terminados se ajusta, e frigoríficos podem acirrar a disputa por animais nas próximas semanas, aquecendo as indicações de compra”, prevê a consultoria.
No entanto, a fragilidade do consumo doméstico de carne bovina continua como fator de atenção, pelo potencial de limitar o movimento de compras das indústrias, ditando um ritmo mais cadenciado para a recuperação dos preços nas próximas semanas.
No mercado externo, as exportações deste mês caminham em ritmo favorável, dando suporte às cotações no mercado interno. Nos primeiros 15 dias úteis de julho foram embarcadas 88,57 mil toneladas, gerando uma receita de US$ 350,12 milhões.
Segundo a Agrifatto, se o ritmo diário se repetir, serão exportadas 135,8 mil toneladas de carne bovina in natura neste mês, um volume 22% superior ao embarcado em junho e 4% maior ante julho de 2018.
Ontem, o indicador Esalq/B3 ficou em R$ 153,05/@, queda de 0,52% ante o fechamento anterior. No mercado futuro da B3, o contrato para outubro/19 subiu 0,18% e fechou em R$ 163,30/@.




