Preços da carne bovina no atacado paulista continuam em queda

O cenário permanece desafiador para os próximos meses, especialmente para a carcaça bovina, que enfrenta as consequências de uma oferta abastada, avalia a Agrifatto

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Com um intenso descarte de fêmeas e a chegada do período seco, o mercado paulista da carne bovina permaneceu com oferta excessiva no atacado, reduzindo mais uma vez as cotações em maio/24, informa a Agrifatto.

“Mesmo com a tentativa das indústrias de manter o equilíbrio, o preço médio mensal da carcaça bovina recuou 1,29% no último mês, fechando em R$ 15,55/kg”, aponta a consultoria.


Dessa vez, a queda foi puxada pelo dianteiro, que após uma alta mensal de 2,95% em abril/24, recuou 4,23% em maio/24, para R$ 13,50/kg, em média – o resultado reverteu o movimento de altas consecutivas que vinha ocorrendo desde novembro/23 no atacado paulista, segundo a Agrifatto.

Por sua vez, o traseiro, que vinha acumulando recuos desde o início de 2024, teve fôlego para registrar a primeira alta mensal deste ano, mesmo que de maneira tímida – subiu 0,68%, para R$ 17,83/kg, na média.

“Esse movimento de puxa e empurra dos preços, exercido pelas variações do dianteiro, demonstra a força que o mercado internacional vem exercendo sobre as oscilações da cotação da carcaça casada, uma vez que a capacidade de consumo do mercado interno segue desequilibrada em relação à grande oferta de carne”, observa a Agrifato.

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Respiro – Maio de 2024 trouxe o primeiro respiro do ano para a carcaça suína, que sustentou alta mensal de 2,34%, atingindo o valor médio de R$ 9,40/kg no mercado paulista – foi, portanto, a primeira valorização mensal do ano.

“A reversão da queda, que vinha se sustentando pela alta oferta, se deu em parte pelas perdas causadas pelas enchentes no Rio Grande do Sul, que danificaram as estradas, limitando a logística de insumos e animais nas indústrias”, justifica a Agrifatto.

Baixa no frango – Seguindo a tendência baixista desde março/24, o frango resfriado registrou desvalorização mensal de 0,64%, ficando cotado a R$ 7,01/kg em maio/24.

“Mesmo recuando, o frango resfriado segue perdendo competitividade em relação à carne bovina, registrando a menor relação de troca desde maio/19”, afirma a Agrifatto, acrescentando: “Hoje é possível adquirir apenas 2,22 kg de frango resfriado com 1 kg de carcaça bovina (7,5% abaixo da média histórica)”.

Na avaliação dos analistas da Agrifatto, o cenário permanece desafiador para os próximos meses, especialmente para a carcaça bovina, que enfrenta as consequências de uma oferta abastada.

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