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Pecuaristas enviam 15 t de carne de charque a vítimas das enchentes no RS

Criadores do Estado de Goiás entendem que não se pode ficar de braços cruzados diante da maior catástrofe já vivida no Brasil
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Mais de 100 pecuaristas do Vale do Araguaia e Médio Norte Goiano angariaram R$ 320 mil que foram utilizados para o envio de 15 toneladas de carne de charque para pontos de urgência do Rio Grande do Sul.

“Fechamos uma carreta com 15 mil quilos de charque pelo fato de ser uma proteína de qualidade e que não depende de refrigeração para ser conservada”, explica, em nota, Paulo Leonel, diretor do Grupo Adir, com propriedades em Ribeirão Preto (SP) e Nova Crixás (GO).

A iniciativa que não se encerra só com essa primeira ação é dos grupos de criadores “T@g”, capitaneado por Waldemir Alves da Silva e Amadeu Fagundes, e “Unidos pela Pecuária”, liderado por Ery de Castro, Fernando Bernardino, Murilo Caiado e Diego Faria. “Há outros produtores envolvidos também e a ideia é seguir solidário”, adianta o pecuarista Luiz Humberto Guimarães.

Foto: Divulgação

“Quem cuida do Brasil, verdadeiramente, é quem cuida do seu povo no momento que ele mais precisa. Os gaúchos estão sem carne, porque não há pontos de fornecimento de energia elétrica e isso não pode ficar assim”, reforça Leonel.

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Os criadores de Goiás entendem que não se pode ficar de braços cruzados diante da maior catástrofe já vivida no Brasil. “Então, como produzimos alimento, e a maior dor provém da falta d’água e de comida, decidimos agir cirurgicamente no fornecimento de carne”, explica Guimarães.

Outro líder do movimento de apoio, Waldemir Alves da Silva, com propriedade em Peixe (TO), porém morador de Porangatu (GO), pede que se mantenha a mobilização, pois a reconstrução demandará meses e até anos.

“Há muita destruição na pecuária, na indústria e na prestação de serviços. Milhares de pessoas estão sem alimento e sem trabalho remunerado, pois está tudo dizimado. Vai levar tempo, muitos recursos e muita ajuda para voltar a um estado de normalidade”, salienta Silva.

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Certo é que um passo de cada vez deve ser dado. Primeiro, as ações para manter as pessoas vivas, protegendo-as da sede, fome e frio. Depois, com as águas voltando ao seu nível de base, todas elas poderão reconstruir suas vidas. “Mas não estarão sozinhas”, conclui Silva.

Fonte: Ascom Grupo Adir

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