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Pecuaristas australianas criam luvas próprias para mulheres contra câncer de pele

“Queríamos criar algo que fornecesse excelente proteção solar para mulheres em toda a Austrália, com foco especial nas mulheres rurais”, explica Shona, ao portal Beef Central
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Duas irmãs produtoras de gado do noroeste de Queensland, na Austrália, assumiram um desafio de proteger mulheres rurais do câncer de pele – e fizeram isso com estilo. As pecuaristas Angie Nisbet e Shona Larkin criaram uma linha de luvas para mulheres que trabalham ao ar livre e, partir desta ideia, fecharam acordo com uma fabricante na China – uma parceria “fantástica”, relata Angie em reportagem publicada pelo portal australiano beefcentral.com.

O resultado foi a criação de sua linha de luvas de proteção solar UPF50+ FarmHER Hands, projetadas em uma ampla variedade de estilos e reforçadas com PVC e couro para garantir a máxima segurança.

As luvas também não têm dedos, detalha Angie, ao portal australiano, que justifica: “Para alguém como eu, que monta a cavalo, preciso ter certeza de que consigo sentir as rédeas em minhas mãos”.

Segundo Angie, a empresa chinesa tem como meta vender 8.000 pares de luvas até 2026.

A ideia da criação das luvas surgiu depois que Shona Larkin, a irmã de Angie, teve um melanoma em estágio dois removido. Quando uma amiga próxima das duas irmãs faleceu em 2019, devido a complicações de câncer de pele, as irmãs se sentiram compelidas a fazer o que pudessem para conscientizar e ajudar a reduzir o risco da doença.

Foto: Divulgação

“Queríamos criar algo que fornecesse excelente proteção solar para mulheres em toda a Austrália e com foco especial nas mulheres rurais”, explica Shona.

As duas irmãs contam que as novas luvas trouxeram um pouco de glamour aos pastos, mas o fundamental mesmo é a garantia de proteção solar e a qualidade do material, próprio para suportar o “trabalho duro” no campo”.

“Nós literalmente os colocamos à prova e garantimos que elas (luvas) eram duráveis”, afirma Angie.

Os testes na fazenda deram às meninas a confiança para “puxar o gatilho” e encomendar sua primeira remessa comercial, que chegou em dezembro/23, relata a reportagem.

Angie diz que o novo material de trabalho tem feito enorme sucesso. “Estamos recebendo tantos comentários…pessoas dizem: ‘oh, de onde você tirou essas luvas?’”, conta a pecuarista, acrescentando: “Uma senhora na Austrália Ocidental disse: ‘Minhas mãos foram as que mais sofreram; há 20 ou 30 anos algo assim no mercado teria sido uma virada de jogo absoluta’”.

Para mais informações sobre as luvas, clique aqui.

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