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Milho: vendedor prioriza a negociação nos portos brasileiros

A disponibilidade limitada no spot nacional, somada à maior presença de compradores, vem elevando os valores do milho, aponta o Cepea
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Enquanto as negociações nos portos seguem intensas desde o início deste mês, impulsionadas pela maior demanda externa, no interior do País, a liquidez tem sido baixa.

Isso porque, atentos às valorizações nos portos e à espera de novas altas nos preços, agricultores priorizam as vendas ao mercado externo e limitam a disponibilidade no spot nacional.

Esse cenário, somado à maior presença de compradores, vem elevando os valores do milho.

A demanda mais aquecida nos portos brasileiros ocorre mesmo em período de colheita nos Estados Unidos.

Assim, a maior procura externa é influenciada pela oferta global enxuta, tendo em vista problemas climáticos no Hemisfério Norte, que reduziram a oferta, e o conflito entre a Rússia e a Ucrânia, que resulta em limitações da logística no Mar Negro.

Por sua vez, os estoques brasileiros confortáveis e a expectativa de safra verão volumosa estimulam produtores a negociarem o milho para exportação.

Com isso, até a terceira semana de novembro (considerando-se 12 dias úteis), os embarques brasileiros já superaram o volume escoado em todo o mês de novembro do ano anterior.

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Soja

As chuvas abaixo do esperado em regiões do Sul e do Centro-Oeste do País têm preocupado sojicultores quanto ao desenvolvimento das lavouras.

Parte dos produtores do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, inclusive, desacelerou a semeadura da oleaginosa, no intuito de aguardar maior umidade do solo.

Dados da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) indicam que, dos 43,24 milhões de hectares a serem cultivados com soja no Brasil, 75,9% haviam sido semeados até o dia 19, abaixo dos 85,7% em igual período da temporada anterior.

Na Argentina, a escassez de chuva é ainda maior, cenário que limita as atividades de campo e deixa sojicultores em alerta.

Dos 16,7 milhões de hectares de soja a serem cultivados no país vizinho, apenas 19,4% foram semeados até o dia 24, atraso de 20 pontos percentuais em relação ao mesmo período de 2021, segundo a Bolsa de Cereales.

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