Na última semana, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa (Campinas-SP) voltou a fechar abaixo dos R$ 60 por saca de 60 kg, o que não era verificado desde novembro do ano passado.
Segundo pesquisadores do Cepea, compradores estão afastados das aquisições de novos lotes no spot nacional, indicando ter estoques para o curto prazo.
Além da demanda retraída, a intensificação da colheita da safra verão no Brasil, estimativas apontando produção mundial elevada e as desvalorizações externas reforçam o movimento de baixa.
Apesar de preocupações pontuais com o clima nas regiões produtoras de segunda safra, os trabalhos de campo avançam no País; a semeadura está na reta final, somando 99,5% da área nacional até o dia 7 de abril, e restando apenas a finalização em Minas Gerais, Maranhão e Mato Grosso do Sul, segundo a Conab.
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Soja – A maior demanda, sobretudo externa, impulsionou as negociações envolvendo soja no mercado brasileiro na última semana.
Segundo pesquisadores do Cepea, esse cenário elevou os prêmios de exportação no País, que voltaram a operar em patamares positivos – isso não acontecia há oito meses.
Pesquisadores do Cepea ressaltam, ainda, que a valorização do dólar frente ao Real deixou as commodities brasileiras mais atrativas aos importadores.
Nesse contexto, os preços da soja em grão subiram no mercado doméstico. A alta nas cotações também esteve atrelada a dados indicando menor produção nacional.
Entre a primeira estimativa da Conab para a temporada 2023/24 (divulgada em out/23) e a mais recente (deste mês), o corte foi de 15,48 milhões de toneladas.
Agora, o volume é projetado em 146,52 milhões de toneladas, 5,2% abaixo do colhido na safra passada e 0,23% inferior ao previsto no relatório anterior (de março).
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