Durante a segunda semana de julho/24, o Brasil exportou 625 mil toneladas de milho, o maior volume das últimas 21 semanas, informa a Agrifatto, com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
A média embarcada na segunda semana deste mês ficou em 125 mil toneladas /dia, com avanço de 179,5% sobre a semana anterior.
Porém, no acumulado das duas semanas de julho/24 (somatório dos 10 dias úteis do mês), as vendas externas do cereal brasileiro recuaram 28%, para 848,58 mil toneladas, em relação ao volume computado no mesmo período de 2023, de 1,178 milhão de toneladas.
Recuo na cotação
O preço médio do cereal embarcado registrou queda na segunda semana de julho/24, fechando em US$ 200,33/tonelada – variação negativa de 5,58% frente ao valor da semana anterior.
Em relação ao mesmo período de 2023, a cotação do grão sofreu retração de 18,5%, e está 2,2% abaixo da média das últimas 8 semanas, relata a Agrifatto.
Segundo a consultoria, neste momento, os portos voltaram a precificar o milho brasileiro ao redor de 61-62 R$/saca.
No mercado interno, informa a Agrifatto, os preços atuais do cereal registram estabilidade na referência de R$ 56,50/saca (praça de Campinas, SP).
Em Sorriso (MT), informa a Agrifatto, o milho iniciou o primeiro dia desta semana (15/7) valendo R$ 37,98/saca, uma queda de 1,76% em relação ao preço da segunda-feira anterior.
No mercado futuro, influenciados pela valorização das cotações da commodity na bolsa de Chicago, os contratos do milho na B3 registraram valorizações superiores a 1% na terça-feira (16/7). O papel com vencimento em setembro/24 subiu 1,39%, para R$ 58,55/saca.
Na bolsa de Chicago, foram computadas altas superiores a 1% nos contratos futuros do milho durante a última terça-feira, refletindo a manutenção das condições “boas/excelentes” das lavouras norte-americanas. O contrato futuro para setembro/24 avançou 1,34%, encerrando a sessão diurna de 16/07 cotado a US$ 3,96/bu.
Previsão
No curto prazo, apostam os analistas da Agrifatto, as exportações brasileiras de milho deve ganhar ainda mais força, levando a uma movimentação positiva aos preços do cereal nas regiões produtoras do País.
“Outro fator que pode colaborar com essa recuperação é a limitação operacional nos portos da Argentina, devido ao baixo nível do Rio Paraná, o que deve deslocar a demanda para o mercado brasileiro mesmo diante do contexto de oferta internacional robusta”, observa a Agrifatto.
Colheita no Brasil
O avanço da colheita do milho safrinha em ritmo superior ao registrado no ano anterior continua influenciando os preços domésticos do cereal, especialmente nos Estados da região Centro-Oeste, acrescentam os analistas.
Até 14/julho, a colheita da segunda safra do cereal atingiu 74,2% da área total, 34,9 pontos percentuais acima do quadro registrado no mesmo período de 2023, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).




