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Greve em unidade da JBS nos EUA termina com aumento salarial aos funcionários

Primeira paralisação de um frigoríficos norte-americano em décadas teve durança de três semanas
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Trabalhadores da Swift Beef, em Greeley – uma das maiores plantas frigoríficas dos Estados Unidos –, que realizaram uma greve de três semanas, chegaram a um acordo com a proprietária da unidade, a JBS USA, informa reportagem da Associated Press.

A fábrica retornará imediatamente às operações normais após semanas de incerteza, informou a JBS USA em comunicado.

O acordo ocorre após milhares de trabalhadores da unidade de processamento de carne conduzirem uma greve de três semanas, liderada pelo sindicato United Food and Commercial Workers Local 7, em busca de salários mais altos e melhores condições de saúde. A paralisação terminou em 4 de abril, após a JBS USA concordar em retomar as negociações.

Trabalhadores e empresa acertaram aumentos salariais ao longo dos próximos dois anos, além de um bônus único de US$ 750. O acordo preliminar representa um contrato com “todos os ganhos, inúmeras melhorias e nenhuma concessão”, afirmou o sindicato.

O contrato também exige que a empresa pague pelos equipamentos de proteção individual e protege os trabalhadores contra aumentos nos custos de assistência médica, segundo o sindicato.

A presidente do sindicato local, Kim Cordova, disse que os trabalhadores enfrentaram condições climáticas extremas nos piquetes “porque sabiam o seu valor e se recusaram a ser desrespeitados. Hoje, esse sacrifício foi recompensado”.

A JBS USA declarou estar satisfeita com o acordo, mas manifestou decepção pelo fato de a liderança sindical ter optado por eliminar benefícios de aposentadoria negociados no ano passado. Segundo a empresa, o plano de pensão visava reforçar a segurança financeira de longo prazo, mas o sindicato decidiu direcionar esses recursos para aumentos salariais de curto prazo.

“Com o acordo finalizado, a JBS USA espera restabelecer a estabilidade, apoiar sua força de trabalho e continuar investindo na unidade de Greeley para o futuro”, disse a companhia.

A greve em Greeley foi a primeira em um frigorífico dos EUA desde uma paralisação em uma planta da Hormel, em Minnesota, em 1985. Aquela greve durou mais de um ano e foi marcada por confrontos violentos entre polícia e manifestantes.

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