O governo Trump espera lançar em breve um plano para impulsionar a indústria norte-americana de carne bovina, abrindo novas áreas de pastagem e construindo mais unidades de processamento da proteína, revelou a Secretária de Agricultura dos EUA (USDA), Brooke Rollins, durante uma entrevista à CNBC realizada nesta terça-feirta (21/10), informaram as agências internacionais.
“Temos um pacote bem grande saindo em breve, talvez esta semana”, disse Rollins.
A consolidação das unidades de processamento de carne bovina nos EUA tem gerado grande preocupação entre os pecuaristas locais e outros agentes do setor.
Atualmente, quatro grandes empresas controlam cerca de 85% do processamento de carne bovina dos EUA — Cargill, Tyson Foods, JBS e National Beef —, de acordo com o USDA.
Segundo Brooke Rollin, os EUA perderam 17%, ou cerca de 150.000 de seus pecuaristas, que pararam de produzir à medida que o mercado se consolidou na última década.
“Os preços estão altos”, afirmou a secretária norte-americana, acrescentando: “O presidente (Trump) está muito focado em cumprir sua promessa de reduzir os preços dos alimentos.”
Déficit de 2 milhões de toneladas na produção doméstica
Os norte-americanos consomem cerca de 12 milhões de toneladas de carne bovina por ano e produzem cerca de 10 milhões de toneladas — ou seja, 2 milhões de toneladas são importadas anualmente.
As importações de carne bovina argentina, recentemente mencionadas por Trump, representariam parte dos 2 milhões de toneladas métricas importadas.
Trump versus Biden
O foco de Trump em salvar a produção nacional de carne bovina representa uma mudança em relação às ações do governo Biden, que limitavam o pastoreio.
Durante o governo Biden, em abril de 2024, o Departamento de Gestão de Terras finalizou uma regra que dava à conservação da terra a mesma prioridade que o pastoreio de gado e outros usos de terras públicas.
A nova regra foi amplamente criticada por fazendeiros, que temiam que ela pudesse levar a futuras reduções no pastoreio.
Tal norma foi oficialmente revogada em setembro pelo governo Trump, “em favor do apoio ao desenvolvimento energético, à pecuária, ao pastoreio, à produção de madeira e à recreação em terras públicas americanas”.




