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Estratégias de prevenção e combate à raiva herbívora são temas de reunião no Rio Grande do Sul

Dados dos cinco primeiros meses de 2022, contabilizados pelo programa da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, registram 36 focos de raiva herbívora em 19 municípios gaúchos
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As ações de prevenção e combate à raiva herbívora, transmitida pelo morcego hematófago desmodus rotundus, foram a pauta da reunião entre representantes da Farsul, Famurs, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e do Programa de Controle da Raiva Herbívora, da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, na manhã desta quinta-feira (2/6), na sede da Seapdr, em Porto Alegre.

Os dados dos cinco primeiros meses de 2022, contabilizados pelo programa, registram 36 focos de raiva herbívora em 19 municípios.

Este número já é maior do que o registrado em 2020 (total de 29 focos) e está perto dos dados de 2021, quando o Rio Grande do Sul notificou 48. O município com maior número de focos neste ano de 2022 é Itacurubi, seguido de Santiago, Muçum, Gravataí e Bossoroca.

“O objetivo da reunião de hoje foi buscar o apoio das entidades para fazer um trabalho preventivo junto aos produtores, de buscar a conscientização sobre os riscos da doença para os animais e pedir o auxílio na identificação de casos, notificação e na indicação de refúgios para combater os focos”, destaca o coordenador do Programa de Controle da Raiva Herbívora da Secretaria da Agricultura, Wilson Hoffmeister.

Segundo Wilson, este aumento no número de casos se deve às questões climáticas registradas, tanto a estiagem registrada no Rio Grande do Sul desde dezembro de 2021, quanto as chuvas que vieram logo depois.

SAIBA MAIS | Revista DBO | Como prevenir a raiva bovina

Os casos de raiva herbívora devem ser notificados imediatamente ao Serviço Veterinário Oficial (SVO) em qualquer caso suspeito.

Identificação dos casos – A doença geralmente se inicia com o isolamento voluntário do animal, apatia, perda do apetite, podendo haver sensibilidade e prurido na região da mordedura.

Evolui com vocalização constante, hiperexcitabilidade, salivação abundante, dificuldade para engolir, movimentos desordenados da cabeça, ranger de dentes, incoordenação motora, andar cambaleante e contrações musculares involuntárias.

Depois, o animal não consegue mais se levantar e apresenta movimentos de pedalagem, dificuldade respiratória, asfixia e morte, que ocorre geralmente entre 3 e 6 dias após o início dos sinais, podendo em alguns casos, ocorrer em até 15 dias.

Fonte: Ascom Seapdr / Governo do RS

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