Pelo menos até o final desta semana, o mercado brasileiro de carne bovina enfrentará um cenário de baixa liquidez e escoamento limitado, prevê a Agrifatto.
“Atualmente, há uma quantidade considerável de produtos estacionados nos distribuidores atacadistas sem previsão de descarga”, reforça a consultoria.
Nesta terça-feira (27/2), continua a Agrifatto, há oferta de bois castrados, bois inteiros, vacas, novilhas e até dianteiros – a menor parte remanescente da semana passada e a maioria originária dos abates desta semana.
“No entanto, não há demanda por nenhum dos produtos, pois os distribuidores lidam com movimento travado e já estão abastecidos até o dia 1º de março”, dizem os analistas da consultoria.
Diante de um mercado de carne bovina praticamente congelado, a pressão baixista sobre o boi gordo tem aumentado, mas ainda não alcançou os objetivos desejados pelos frigoríficos, afirma a Agrifatto.
“O enfraquecimento da arroba reflete um ligeiro crescimento da oferta (de boiadas gordas) e o alongamento das programações das indústrias, agora de dez abates, na média nacional”, apurou a consultoria.
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Apesar escassas e pontuais variações negativas registradas nas últimas duas semanas, na segunda-feira (26/2), apenas uma das 17 regiões monitoradas pela Agrifatto apresentou desvalorização no preço do gado terminado: a praça de São Paulo.
Hoje, terça-feira (27/2), o boi gordo paulista sustentou o valor de R$ 230/@. Nas demais regiões, diz a consultoria, a cotação média do macho gordo ficou em R$ 217,70/@. “Todas as 17 praças acompanhadas mantiveram as cotações estáveis nesta terça-feira”, relata a consultoria.
Pelos dados levantados pela Scot Consultoria, no Estado de São Paulo, o escoamento de carne está lento e os frigoríficos seguem esperando a definição do mercado para abrirem as compras de animais prontos abate.
Com isso, de acordo com a Scot, os preços da arroba estão estáveis, com o boi gordo valendo R$ 235/@ no mercado paulista, enquanto a vaca e a novilha gordas são vendidas por R$ 208/@ e R$ 225/@, respectivamente (preços brutos e a prazo). O “boi-China” está cotado em R$ 240/@ (base SP, no prazo, valor bruto).
Na B3, todos os contratos futuros do boi gordo sofreram ajustes negativos intensos na segunda-feira (26/2), informa a Agrifatto.
O contrato com vencimento para maio/24 ficou precificado em R$ 227/@, com desvalorização de 1,02% no comparativo diário e o menor valor do referido contrato desde 25/08/23, relata a consultoria paulista.
Preços dos animais terminados apurados pela Agrifatto na terça-feira (27/2):
São Paulo — O “boi comum” vale R$220,00 a arroba. O “boi China”, R$240,00. Média de R$230,00. Vaca a R$210,00. Novilha a R$220,00. Escalas de abates de doze dias;
Minas Gerais — O “boi comum” vale R$205,00 a arroba. O “boi China”, R$225,00. Média de R$215,00. Vaca a R$195,00. Novilha a R$200,00. Escalas de abate de dez dias;
Mato Grosso do Sul — O “boi comum” vale R$220,00 a arroba. O “boi China”, R$230,00. Média de R$225,00. Vaca a R$205,00. Novilha a R$210,00. Escalas de abate de nove dias;
Mato Grosso — O “boi comum” vale R$205,00 a arroba. O “boi China”, R$215,00. Média de R$210,00. Vaca a R$190,00. Novilha a R$195,00. Escalas de abate de nove dias;
Tocantins — O “boi comum” vale R$205,00 a arroba. O “boi China”, R$215,00. Média de R$210,00. Vaca a R$190,00. Novilha a R$195,00. Escalas de abate de dez dias;
Pará — O “boi comum” vale R$205,00 a arroba. O “boi China”, R$215,00. Média de R$210,00. Vaca a R$190,00. Novilha a R$195,00. Escalas de abate de treze dias;
Goiás — O “boi comum” vale R$205,00 a arroba. O “boi China/Europa”, R$225,00. Média de R$215,00. Vaca a R$195,00. Novilha a R$200,00. Escalas de abate de onze dias; Rondônia — O boi vale R$200,00 a arroba. Vaca a R$185,00. Novilha a R$190,00. Escalas de abate de doze dias;
Maranhão — O boi vale R$205,00 por arroba. Vaca a R$190,00. Novilha a R$195,00. Escalas de abate de doze dias;
Paraná — O boi vale R$225,00 por arroba. Vaca a R$205,00. Novilha a R$210,00. Escalas de abate de nove dias.




