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Cotação do “boi-China” volta a subir em São Paulo

Indústrias frigoríficas brasileiras seguem com dificuldades em manter um fluxo regular de bovinos para o abate, fortalecendo o poder de negociação dos pecuaristas
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O mercado do boi gordo continua a “apontar para cima”. Nesta quarta-feira (18), o “boi-China” (padrão-exportação, abatido com até 30 meses de idade) subiu mais R$ 1/@ na praça paulista, e agora vale R$ 261/@, no prazo, um ágio de R$ 6/@ sobre preço do boi gordo “comum” (destinado ao mercado interno), que não sofreu alteração em relação à cotação de terça-feira (17), segundo apurou a Scot Consultoria.

Pelos dados levantados pela Agrifatto, o valor do boi gordo (média de preço entre o “boi-China” e o animal “comum”) subiu para R$ 260/@ no Estado de São Paulo

“Três das 17 praças monitoradas diariamente registraram valorizações na arroba nesta quarta-feira (SP, GO e MG); nas outras 14 regiões, as cotações ficaram estáveis”, relata a Agrifatto.

Segundo a consultoria, neste momento, as escalas dos frigoríficos brasileiros estão relativamente curtas, indicando que as indústrias estão com dificuldades em manter um fluxo regular de animais para o abate.

Nas últimas semanas, o mercado físico de gado enfrentou intensa pressão de alta nos valores da arroba, resultando em uma recuperação nos preços do animal terminado em todos os Estados brasileiros”, destaca a Agrifatto.

Neste momento, continua a consultoria, em âmbito nacional, as escalas de abate encurtaram para sete dias úteis, refletindo a diminuição de oferta de animais gordos, especialmente de vacas e novilhas.

Além da oferta reduzida, o movimento de alta no mercado do boi gordo é sustentado pelo aumento das exportações brasileiras de carne bovina in natura nos últimos meses e pela recuperação parcial do mercado varejista doméstico.

Preço em dólar do boi aumenta

Na terça-feira (17), o Brasil registrou o maior preço em dólares do boi gordo desde 03/05/24, com o animal cotado a US$ 46,86/@ (Indicador Cepea).

“Esse movimento deve-se a menor oferta de animais prontos para o abate, além de um bom ritmo nas exportações de carne bovina in natura e um fluxo continuo no escoamento de carne bovina no mercado doméstico”, justifica a Agrifatto.

Ajustes positivos no mercado futuro

A onda de otimismo no mercado físico contaminou o mercado futuro do boi gordo.

Na terça-feira (17/9), todos os contratos futuros passaram por ajustes positivos, com destaque para o papel com vencimento em outubro/24, que registou um acréscimo diário de 1,23%, fechando a sessão da B3 em R$ 263,15/@.

Varejo não decepciona

Nos primeiros três dias desta semana, as vendas de carne bovina no varejo estão dentro do esperado para a segunda quinzena do mês, período conhecido por uma redução no consumo (devido ao menor poder de renda dos trabalhadores), informa a Agrifatto.

Da mesma forma, as distribuições do atacado de carne com ossos se mantêm em níveis razoáveis, com pedidos para reposição de estoques do varejo em volumes condizentes com a época, acrescenta a consultoria.

“A maioria das mercadorias que chega aos pontos de distribuição conforme programado é prontamente descarregada; atrasos, quando ocorrem, não ultrapassam um dia”, observa a Agrifatto.

Hoje, quarta-feira, houve procura (pela carne bovina) para entrega a partir da próxima segunda-feira, com preços semelhantes aos da semana passada.

“Isso sugere que, de modo geral, as cotações têm estabilidade assegurada”, afirma a Agrifatto, que completa: “É importante destacar que os preços da carne se mantêm estáveis em níveis elevados, refletindo a escassez de oferta”.

Neste momento, continua a Agrifatto, há uma demanda razoavelmente consistente por vaca, novilha e boi inteiro nas indústrias processadoras de carne desossada.

“Até mesmo as grandes corporações estão adquirindo cortes resfriados ou congelados produzidos em frigoríficos médios e pequenos”, observa a consultoria, acrescentando que “o boi castrado, com uma procura bem mais discreta, parece não estar inserido neste cenário de demanda”.

Preços dos animais terminados apurados pela Agrifatto na quarta-feira (18/9):

São Paulo — O “boi comum” vale R$260,00 a arroba. O “boi China”, R$260,00. Média de R$260,00. Vaca a R$230,00. Novilha a R$245,00. Escalas de abates de dez dias;

Minas Gerais — O “boi comum” vale R$250,00 a arroba. O “boi China”, R$250,00. Média de R$250,00. Vaca a R$230,00. Novilha a R$235,00. Escalas de abate de sete dias;

Mato Grosso do Sul — O “boi comum” vale R$265,00 a arroba. O “boi China”,R$265,00. Média de R$265,00. Vaca a R$240,00. Novilha a R$245,00. Escalas de cinco dias;

Mato Grosso — O “boi comum” vale R$220,00 a arroba. O “boi China”, R$220,00. Média de R$225,00. Vaca a R$210,00. Novilha a R$215,00. Escalas de abate de sete dias;

Tocantins — O “boi comum” vale R$230,00 a arroba. O “boi China”, R$240,00. Média de R$235,00. Vaca a R$210,00. Novilha a R$215,00. Escalas de abate de cinco dias;

Pará — O “boi comum” vale R$230,00 a arroba. O “boi China”, R$240,00. Média de R$235,00. Vaca a R$210,00. Novilha a R$215,00. Escalas de abate de sete dias;

Goiás — O “boi comum” vale R$250,00 a arroba. O “boi China/Europa”, R$250,00. Média de R$250,00. Vaca a R$230,00. Novilha a R$235,00. Escalas de abate de seis dias;

Rondônia — O boi vale R$215,00 a arroba. Vaca a R$200,00. Novilha a R$205,00. Escalas de abate de nove dias;

Maranhão — O boi vale R$225,00 por arroba. Vaca a R$195,00. Novilha a R$200,00. Escalas de abate de oito dias;

Paraná — O boi vale R$265,00 por arroba. Vaca a R$240,00. Novilha a R$245,00. Escalas de abate de cinco dias.

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