Quatorze das maiores empresas de alimentos do mundo, incluindo a JBS, apresentaram nesta segunda-feira (7) na COP27 um roadmap compartilhado sobre como trabalharão para reduzir as emissões decorrentes de mudança do uso da terra em suas operações.
Para resolver essa questão crucial, os CEOs das principais empresas globais de comércio e processamento agrícola haviam se comprometido há um ano, durante a COP26 em Glasgow, a desenvolver esse roteiro compartilhado, se concentrando nos setores de óleo de palma, soja e pecuária, protegendo também os sistemas alimentares globais e os meios de subsistência dos produtores.
O “Roteiro do Setor Agrícola 1,5°C”, divulgado na COP27 no Egito, é encabeçado pelas seguintes empresas: ADM, Amaggi, Bunge, Cargill, COFCO International, Golden Agri-Resources, JBS, Louis Dreyfus Company, Marfrig, Musim Mas, Olam International, Olam Food Ingredients (OFI), Viterra e Wilmar International; clique AQUI
Ao propor um amplo plano para lidar com a perda de florestas nas cadeias de suprimentos e acelerar a colaboração para alcançar esse objetivo, o roteiro propõe ações que se concentrem em áreas em que terão o maior impacto.
Também descreve como os signatários vão colaborar com outros atores relevantes, em especial governos, integrantes da cadeia de suprimentos e instituições financeiras, para ampliar o apoio aos compromissos do plano.
Isso inclui o fortalecimento de políticas e regulamentos e o incentivo a agricultores e pecuaristas para que protejam os recursos naturais.
Ao longo do último ano, a Tropical Forest Alliance, com apoio do World Business Council for Sustainable Development, contribuiu para que as grandes empresas de comércio e processamento agrícola do mundo pudessem desenvolver o roteiro.
A partir dele, as companhias se comprometem a estabelecer um plano com prazos específicos e a prestar contas publicamente a cada ano de seu progresso em direção às metas.
Gilberto Tomazoni, CEO global da JBS, destacou que a humanidade está enfrentando duas emergências simultâneas.
Gilberto Tomazoni, CEO Global da JBS (Foto: Divulgação)
“Devemos enfrentar as mudanças climáticas e, ao mesmo tempo, aumentar a produção global de alimentos para garantir a segurança alimentar. A JBS entende sua responsabilidade, como maior empresa de alimentos do mundo, de fazer parte da solução e, portanto, a necessidade de parceria com nossa cadeia de valor para acelerar e escalar o progresso. Para avançar da maneira mais rápida no Brasil, o setor deve se concentrar nas principais áreas e impulsionadores do desmatamento: a Amazônia e o desmatamento ilegal. Em linha com nosso compromisso de conter o aquecimento global em até 1,5oC, 2023 será um ano de ação para irmos mais longe – junto com parceiros dos setores público e privado – para desenvolver incentivos e suporte técnico para produtores que são a chave para acabar com todo o desmatamento”.
A JBS assumiu, em março do ano passado, o compromisso de se tornar Net Zero até 2040, ou seja, de zerar o balanço líquido de emissões de gases de efeito estufa.
Também como parte dessa meta, a empresa reafirmou seu compromisso de eliminar o desmatamento ilegal de sua cadeia até 2025 em todos os biomas brasileiros em que atua.
Para esse fim, a empresa monitora seus mais de 80 mil fornecedores diretos de gado bovino, usando um sistema de imagens via satélite e as principais bases públicas de informação.
Além disso, a companhia vem avançando no mesmo controle para fornecedores de seus fornecedores com a implantação da Plataforma Pecuária Transparente, ferramenta que usa tecnologia blockchain para atingir esse objetivo, respeitando o sigilo previsto pela legislação brasileira.
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