O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reduziu em 21% a estimativa para as importações de carne suína da China em 2024, no comparativo com os resultados de 2023.
Pelo novo relatório de oferta e demanda do departamento, divulgado em 12 de julho, os chineses irão importar 1,5 milhão de toneladas este ano, ante o volume de 1,897 milhão de toneladas do ano anterior.
Em relação à quantidade projetada no relatório de abril/24 (1,875 milhão de toneladas), houve um reajuste de 20% na estimativa de julho/24.
Segundo o USDA, o volume estimado de 1,5 milhão de toneladas é o menor desde 2019.
“Se concretizadas, as importações de 2024 retornarão aos níveis semelhantes aos registrados antes dos surtos de peste suína africana, que começaram a impactar a produção de suínos da China no final de 2018”, ressalta o departamento.
Apesar da previsão de queda nas importações, espera-se que a China continue a ser o maior importador global de carne suína, acrescenta o USDA.
No pico dos surtos da peste suína africana, em 2020, as importações representaram 13% do consumo total de carne suína na China.
De acordo com o departamento, com a redução das compras chinesas, os principais fornecedores globais de carne suína – União Europeia, Brasil e Estados Unidos – deverão procurar mercados alternativos.
No entanto, diz o USDA, tais mercados compensarão apenas parcialmente a descida da demanda chinesa. “Como resultado, espera-se que a concorrência aumente em outros grandes mercados de importação, incluindo o Japão, Coreia do Sul e Filipinas”.




