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Boi gordo: semana abre com preços estáveis e viés de alta mantido

Previsão de aumento da demanda doméstica pela carne bovina, além do ritmo acelerado das exportações, fortalecem as expectativas de alta nas cotações
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Nesta segunda-feira, os preços do boi gordo ficaram estáveis nas principais praças brasileiras, informam as consultorias que acompanham diariamente os negócios no setor pecuário.

Pelos dados da Scot Consultoria, no interior de São Paulo, o boi gordo sem padrão-exportação segue valendo R$349,00/@, o “boi-China” está cotado em R$ 355/@, a vaca gorda é negociada por R$ 320/@ e a novilha terminada sai por R$ 332/@ (todos os preços são brutos e com prazo).

Confira as cotações da arroba do boi gordo e do “boi-China”, apuradas no dia 8/6 pela Agrifatto e pela Scot Consultoria; clique AQUI.

Na avaliação do zootecnista Felipe Fabbri, analista da Scot, a demanda mais consistente entre a virada do mês e o começo de junho/26, com um pecuarista mais relutante na venda, colaborou para preços firmes do boi gordo registrados na última semana.

Segundo ele, há uma expectativa de aumento da demanda doméstica pela carne bovina, refletindo o recebimento dos salários, neste começo de mês, e os encontros comemorativos durante os jogos da Copa do Mundo, a partir da primeira quinzena, que certamente irão estimular as vendas dos principais cortes bovinos para churrasco, como picanha, maminha e cupim.

Além disso, as exportações brasileiras seguem ritmo forte. Em maio/26, o País embarcou 261,9 mil toneladas de carne bovina in natura, um novo recorde para o mês.

A China e os Estados Unidos foram os maiores compradores da proteína nacional, com as aquisições chinesas cinco vezes maiores que as dos norte-americanos (153,8 mil versus 25,6 mil toneladas), destaca Fabbri.

No entanto, dizem os analistas, há dúvidas quanto ao desempenho dos embarques brasileiros daqui para frente, principalmente para a China.

Segundo lembra a Agrifatto, o Brasil está bem perto de preencher a sua cota de exportação ao mercado chinês, de 1,1 milhão de toneladas – a expectativa é de que isso ocorra em meados de junho/26.

A medida de salvaguarda aplicada por Pequim prevê tarifa adicional de 55% para os embarques realizados fora da cota de importação, o que praticamente inviabiliza as negociações entre os dois países.

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