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Com leguminosa, fazenda no Acre eleva em 50% produtividade da pastagem

A inclusão de leguminosas em pastagens consorciadas com gramíneas representa um salto qualitativo e econômico para a pecuária
Estilosantes Bela consorciado com braquiária brizanta BRS Paiaguás. Foto: Alan Kardec Ramos/Embrapa

O consórcio de leguminosas com gramíneas está ganhando protagonismo como uma das formas mais eficientes e baratas de aumentar produtividade e sustentabilidade na pecuária de corte. Essas plantas fixam nitrogênio atmosférico no solo, reduzindo drasticamente a necessidade de adubação nitrogenada e ajudando a frear a degradação dos pastos, ao mesmo tempo em que prestam importantes serviços ecossistêmicos, como ciclagem de nutrientes, sequestro de carbono e melhoria da estrutura do solo.

Com maior teor de proteína e melhor digestibilidade que a maioria das gramíneas tropicais, especialmente na seca, as leguminosas elevam diretamente o desempenho animal, sustentando mais carne por hectare com menor impacto ambiental. Na prática, isso se traduz em ganhos consistentes em cria e recria: vacas em pastos consorciados mantêm melhor condição corporal, aumentam taxa de prenhez e desmamam bezerros mais pesados, enquanto animais em recria alcançam ganhos médios diários mais altos e encurtam o tempo até o abate ou a primeira cria.

A Fazenda Guaxupé, em Rio Branco (AC), ilustra o potencial econômico dessa estratégia: com apenas 20% de amendoim forrageiro consorciado a gramíneas adaptadas, a produtividade das pastagens aumentou 50%, saltando para 12@/ha/ano, contra a média de 8@/ha/ano do Acre.

Na íntegra deste artigo do DBO Select, você confere:

  • Como a fixação biológica de até 150 kg de N/ha/ano vira “adubação gratuita” e reduz o custo com fertilizantes.
  • O impacto do consórcio na estabilidade da pastagem e na redução da degradação ao longo dos anos.
  • Os números completos do case Guaxupé.
  • Comparações de proteína bruta e digestibilidade entre BRS Mandobi e Brachiaria brizantha, com destaque para a diferença na seca.
  • Resultados de ganho de peso em recria: GMD em pasto consorciado versus pasto puro de gramínea.
  • Os dados de estudo com feijão guandu + BRS Piatã: ganho diário e redução de metano.
  • Os ganhos com Estilosanthes Campo Grande, mesmo em solos pobres e ácidos.
  • Orientações práticas de implantação: análise de solo, época de semeadura, inoculação com rizóbios e controle de plantas daninhas.
  • Manejo fino para fazer o sistema durar.

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