Com o enfraquecimento momentâneo da pressão vendedora, o mercado físico do boi gordo iniciou junho em um ambiente de maior equilíbrio entre oferta e demanda, consolidando o movimento de recuperação observado desde o final de maio, relata a equipe de analistas da Agrifatto.
“A redução na disponibilidade de animais prontos para abate, especialmente após o esgotamento gradual da oferta oriunda das pastagens, diminuiu a margem de conforto das indústrias na formação das escalas e conferiu maior sustentação às negociações”, ressalta a consultoria.
Nesse contexto, as aquisições de boiada gorda ocorrem de forma mais seletiva, enquanto ganha força a percepção de que a arroba encontrou um patamar consistente de sustentação, acrescentam os analistas.
Nesta terça-feira (2/6), pelos dados da Agrifatto, o animal sem padrão-exportação permaneceu em R$ 345/@ no mercado paulista, enquanto o “boi-China” é negociado por R$ 355/@.
Na média das outras 16 praças monitoradas diariamente pela Agrifatto, o animal terminado ficou em R$ 339,90/@.
Pelos dados da Scot Consultoria, nesta terça-feira, as fêmeas gordas subiram R$ 2/@ em São Paulo, para R$ 320/@ (vaca) e R$ 332/@ (novilha), valores brutos, no prazo.
Por sua vez, os machos terminados seguem valendo R$ 347/@ (boi sem padrão-exportação) e R$ 352/@ (“boi-China”).
“A oferta de bovinos atende à demanda dos frigoríficos, mas não apresenta excedentes nem força suficiente para exercer pressão na cotação”, relatam os analistas da Scot.
A demanda pelos lotes de boiadas, por sua vez, segue firme, tanto para atender o mercado interno quanto o externo.
“Nesse cenário, os compradores não encontram espaço para negociar abaixo da referência vigente”, enfatiza a Scot.
Na avaliação da Agrifatto, o cenário também segue amparado pelo bom desempenho das exportações brasileiras de carne bovina e pela expectativa de aquecimento do consumo interno na primeira quinzena do mês, devido ao pagamento dos salários e benefícios sociais referentes a maio, na sexta-feira (5/6).
Tais fatores, apostam os analistas da Agrifatto, ampliam o potencial para novos reajustes positivos nos preços da arroba.
“Embora os negócios ainda ocorram de maneira pontual, a capacidade de pressão dos compradores perdeu intensidade”, reforça a Agrifatto.
No mercado futuro, o movimento baixista observado nos pregões anteriores se reverteu, e o preço do boi gordo registrou alta na sessão de segunda-feira (1/6) da B3.
O contrato com vencimento em julho/26 liderou os ganhos, fechando em R$ 342,20/@, com aumento de 0,87% em relação ao fechamento anterior.




