Em maio de 2026, o volume de embarques de carne de frango brasileira foi o terceiro maior da história, considerando-se a série da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), iniciada em 1997.
As exportações totalizaram 509,9 mil toneladas no mês, elevações de 4,8% frente a abril e de fortes 29,6% na comparação com o mesmo período de 2025.
O total registrado em maio deste ano fica atrás apenas do de março de 2024 e do de dezembro de 2025, com volumes de 514,6 e 510,9 mil toneladas, respectivamente.
Segundo o Cepea, os envios têm se mantido aquecidos ao longo de 2026, com elevações frente ao ano passado, reforçando a maior demanda externa, especialmente de países do Oriente Médio.
O Centro de Pesquisas destaca a relevância dos Emirados Árabes Unidos e da Arábia Saudita para as exportações brasileiras do produto nacional nos últimos anos.
Em maio, os Emirados Árabes compraram volume 68,8% maior que em abril, atingindo 32,3 mil toneladas, e o segundo país, 9% a mais, alcançando 39 mil toneladas. Assim, as duas nações representam, o quarto e o terceiro (respectivamente) principais parceiros nacionais no período.
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Ovos
Os embarques de ovos registraram leve recuo entre abril e maio. No acumulado dos cinco primeiros meses de 2026 a retração foi mais expressiva, superando os 30%.
Apesar desse cenário, as exportações de ovos processados entre janeiro e maio alcançaram o melhor desempenho para o período desde 2006.
Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados e compilados pelo Cepea, o Brasil exportou 12,39 mil toneladas de ovos in natura e processados no acumulado deste ano, volume 32,5% inferior ao registrado no mesmo período de 2025, de 18,36 mil toneladas.
Em maio, os embarques totalizaram 2,18 mil toneladas, com queda de 5,7% frente a abril e de 59% na comparação anual.
Das exportações registradas na parcial de 2026, 3,99 mil toneladas corresponderam a ovos processados, o equivalente a 32% dos embarques nacionais.
Segundo pesquisadores do Cepea, o desempenho evidencia uma mudança sutil no perfil das vendas externas brasileiras do setor, já que se trata da maior participação da categoria para o período desde 2006.




