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Carne bovina: Rússia surpreende e alcança o 2° lugar no ranking dos maiores clientes brasileiros

Embora a China siga como o maior destino, o volume de carne bovina brasileira enviado no mês passado recuou em relação ao resultado de outubro/25, informa a Agrifatto. 
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O principal impulsionador do desempenho das exportações de carne bovina em novembro/25 não foi apenas a China, país que reina absoluto na primeira colocação do ranking dos maiores compradores mundial da commodity brasileira, com 48,3% de participação.

Segundo aponta a Agrifatto, a Rússia ganhou destaque no mês passado ao ocupar a posição de segundo principal destino da carne bovina brasileira, impulsionando o resultado total dos embarques brasileiros.

As exportações ao mercado russo atingiram 20,38 mil toneladas em novembro/25, com crescimento de 72,49% sobre o resultado de outubro/25 e avanço de 305,93% em relação ao volume de novembro de 2024. “Trata-se do maior volume destinado à Rússia desde abril de 2015”, calcula a Agrifatto.

Num passado não tão distante – quando a China ainda não dominava o setor de importação mundial –, o mercado russo chegou a ser o principal comprador da carne bovina brasileira.

O Chile ficou em terceiro lugar no ranking, com compras de 14,76 mil toneladas em novembro/25, um acréscimo de 15,50% sobre o desempenho em outubro/25, e aumento de 36,17% em relação ao volume registrado em novembro/24.

China recua na comparação mensal

Embora a China siga como o maior destino, o volume de carne bovina brasileira enviado em novembro/25 recuou em relação ao mês anterior, informa a Agrifatto. 

As compras chinesas somaram 176,42 mil toneladas, uma queda de 5,8% frente ao resultado de outubro/25, embora ainda representem um avanço anual expressivo de 43,41%. 

Previsão para o último mês

Para dezembro/25, antecipa a Agrifatto, a expectativa é de menor ritmo nas exportações brasileiras, uma vez que os principais compradores já se encontram abastecidos para as festividades de fim de ano. 

Além disso, diz a consultoria, dezembro conta com menos dias úteis, o que tende a reduzir o fluxo operacional e, consequentemente, o volume embarcado.

VEJA TAMBÉM | China reduz apetite pela carne bovina importada na reta final do ano

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