Ao longo de 2025, segundo estimativas do Departamento de Agricultara dos EUA (USDA), o consumo de carne bovina dos Estados Unidos vai superar a produção interna em 996 mil toneladas, o que tornar o país altamente dependente de importações para suprir sua demanda doméstica, relatam os economistas do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea).
Por sua vez, entre os maiores países produtores e exportadores da proteína, o Brasil se destaca com o maior saldo entre produção e consumo, de 3,69 milhões de toneladas.
Portanto, na avaliação dos analistas do Imea, teoricamente, os exportadores brasileiros são hoje os mais capacitados para abastecer prontamente o mercado de carne bovina norte-americano.
“Vale ressaltar que o preço da carne bovina produzida no Brasil continua sendo o mais competitivo entre todos os países exportadores”, destacam eles.
No entanto, neste momento, é a Austrália que tem se destacado mais fortemente no mercado norte-americano de importação de carne bovina, pois, além de operar este ano com um excedente estimado em 1,94 milhões de toneladas, a proteína fornecida pelo país recebeu do governo Trump tarifa de apenas 10%, enquanto o Brasil luta para eliminar da taxa adicional de 50% prevista para entrar em vigor em 1º de agosto/25 – o que elevaria o imposto total sobre carne bovina brasileira para em torno de 76%.
Segundo o Imea, outras possíveis alternativas para abastecer o mercado norte-americano seriam o Paraguai e o Uruguai, cujos consumos internos são proporcionalmente menores, resultando no saldo entre produção e consumo de 480,00 mil e 425,00 mil toneladas, respectivamente.
No entanto, dizem os analistas do instituto, Paraguai e Uruguai já possuem mercados consolidados, que absorvem parte significativa da sobra da produção.




