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Cai novamente a cotação do boi gordo em São Paulo, informa a Scot Consultoria

Preço do macho terminado direcionado ao mercado interno paulista recuou R$ 2/@, ficando em R$ 313/@, enquanto o boi-China sofreu baixa diária de R$ 5/@, cotado em R$ 320/@
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Com escalas de abate bem posicionadas, a pressão de baixa perdura nas praças do interior de São Paulo, informa nesta quinta-feira, 14 de julho, a Scot Consultoria (Bebedouro, SP).

O mercado abriu o dia com queda de R$ 2/@ de boi gordo paulista direcionado ao mercado doméstico, agora negociado a R$ 313/@ (preço bruto e a prazo).

Os preços dos bovinos com padrão para exportação ao mercado da China (com até quatro dentes) também recuaram em São Paulo, com queda diária de R$ 5/@, ficando em R$ 320/@, de acordo com a Scot.

As cotações das fêmeas prontas para abate permaneceram estáveis no mercado paulista, em R$ 282/@ (vaca) e R$ 304/@ (novilha).

Segundo os analistas da IHS Markit, apesar das escalas de abate não registrarem avanços significativos ao longo desta semana, a pressão de baixa nas cotações da arroba do boi gordo se manteve nesta quinta-feira nas principais praças brasileiras.

Atualmente, as programações de abate ainda registram volumes suficientes para 7 a 10 dias na maior parte das praças pecuárias cobertas pela IHS Markit.

As atuações cadenciadas de compras por parte das indústrias e as indicações de preços em patamares inferiores às máximas vigentes continuam ditando o rumo do mercado, dizem os analistas.

Porém, segundo observa a IHS, o mercado do boi gordo possui características distintas em certas regiões, com panoramas diferentes de oferta e demanda de animais terminados.

No Centro-Sul, as escalas de abate dos frigoríficos variam entre 5 a 7 dias e as operações de compra seguem envolvendo lotes pequenos de animais, reflexo da baixa disponibilidade de ofertas nas praças do Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso do Sul, relata a IHS.

“Nessas regiões, as indústrias atuam com cautela, programando os seus abates de forma a conter avanços significativos da arroba do boi gordo”, observa a IHS.

Por sua vez, nas regiões Norte e Nordeste, a oferta de boiadas gordas é maior, porém o atual período de estiagem retirou a condição de retenção do gado nas propriedades.

“Os pecuaristas cedem às pressões de baixa, liquidando animais de modo a evitar perda de peso e qualidade”, informa a IHS.

Nas regiões do Norte e Nordeste, as escalas de abate apresentam acomodações mais avançadas quando comparadas às programações das indústrias situados no Centro-Sul, notadamente devido a maior disponibilidade de gado terminado a pasto.

VEJA TAMBÉM | Mercado Pecuário | Qual a explicação para as cotações do boi gordo no mercado futuro estarem recuando?

Porém, a oferta de animais terminados nas regiões Norte e Nortes também já começa a apresentar sinais de recuos, acrescenta a consultoria.

De modo geral, a IHS Markit observa que o ambiente ainda é de estabilidade de preços nas praças pecuárias, refletindo a queda de braço entre indústrias e pecuaristas.

Segundo projeção da IHS, as operações das indústrias devem permanecer em ritmo cadenciado no curtíssimo prazo, de modo a evitar solavancos nos preços do boi gordo nas próximas semanas de julho.

No mercado da carne bovina, o consumo doméstico continua patinando, dizem os analistas.

“Para o curto prazo, o início da segunda quinzena do mês, caracterizada pelo menor consumo de carne bovina, deve continuar tirando o fôlego no mercado do boi gordo”, relatam os analistas da Scot Consultoria.

No entanto, observa a IHS, a demanda interna por cortes de carne bovina pode ser estimulada pela entrada de renda extra provinda de pacotes de benefícios à população oferecidos pelo governo federal.

Cotações máximas de machos e fêmeas desta quinta-feira, 14/7
(Fonte: IHS Markit)

SP-Noroeste:

boi a R$ 325/@ (prazo)
vaca a R$ 285/@ (prazo)

MS-Dourados:

boi a R$ 300/@ (à vista)
vaca a R$ 285/@ (à vista)

MS-C.Grande:

boi a R$ 300/@ (prazo)
vaca a R$ 280/@ (prazo)

MS-Três Lagoas:

boi a R$ 295/@ (prazo)
vaca a R$ 280/@ (prazo)

MT-Cáceres:

boi a R$ 295/@ (prazo)
vaca a R$ 280/@ (prazo)

MT-Tangará:

boi a R$ 295/@ (prazo)
vaca a R$ 276/@ (prazo)

MT-B. Garças:

boi a R$ 297/@ (prazo)
vaca a R$ 277/@ (prazo)

MT-Cuiabá:

boi a R$ 295/@ (à vista)
vaca a R$ 277/@ (à vista)

MT-Colíder:

boi a R$ 290/@ (à vista)
vaca a R$ 275/@ (à vista)

GO-Goiânia:

boi a R$ 305/@ (prazo)
vaca R$ 285/@ (prazo)

GO-Sul:

boi a R$ 305/@ (prazo)
vaca a R$ 280/@ (prazo)

PR-Maringá:

boi a R$ 310/@ (à vista)
vaca a R$ 290/@ (à vista)

MG-Triângulo:

boi a R$ 310/@ (prazo)
vaca a R$ 290/@ (prazo)

MG-B.H.:

boi a R$ 300/@ (prazo)
vaca a R$ 285/@ (prazo)

BA-F. Santana:

boi a R$ 285/@ (à vista)
vaca a R$ 275/@ (à vista)

RS-Porto Alegre:

boi a R$ 330/@ (à vista)
vaca a R$ 300/@ (à vista)

RS-Fronteira:

boi a R$ 330/@ (à vista)
vaca a R$ 300/@ (à vista)

PA-Marabá:

boi a R$ 292/@ (prazo)
vaca a R$ 282/@ (prazo)

PA-Redenção:

boi a R$ 282/@ (prazo)
vaca a R$ 272/@ (prazo)

PA-Paragominas:

boi a R$ 295/@ (prazo)
vaca a R$ 287/@ (prazo)

TO-Araguaína:

boi a R$ 290/@ (prazo)
vaca a R$ 280/@ (prazo)

TO-Gurupi:

boi a R$ 280/@ (à vista)
vaca a R$ 275/@ (à vista)

RO-Cacoal:

boi a R$ 270/@ (à vista)
vaca a R$ 260/@ (à vista)

RJ-Campos:

boi a R$ 290/@ (prazo)
vaca a R$ 280@ (prazo)

MA-Açailândia:

boi a R$ 285/@ (à vista)
vaca a R$ 270/@ (à vista)

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