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Boi gordo sobe no mercado físico e na tela da B3

Enquanto os frigoríficos perdem diariamente a batalha pelas melhores cotações, o mercado futuro sinaliza aos produtores que há espaço para novas valorizações da arroba
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O mercado brasileiro do boi gordo continua operando em tom bastante otimista – para o lado do pecuarista.

Enquanto os frigoríficos perdem diariamente a batalha pelos melhores preços da matéria-prima (boiadas gordas), o mercado futuro do boi gordo sinaliza aos produtores que há espaço para novas valorizações no decorrer dos próximos meses de 2024, período marcado pela entressafra de animais mantidos no sistema de pastagem até o momento do abate.

Sem apresentar sinais de reversão do movimento de alta no curto prazo, o contrato do boi com vencimento em outubro/24 (pico da entressafra) chegou a atingir a importante referência dos R$ 260/@ na máxima do pregão de segunda-feira (9/9) da B3, porém acabou retornando e fechou a sessão regular de ontem cotado a R$ 259,50/@.

Segundo os analistas da Agrifatto, o mercado físico está sentindo a pressão altista, puxado pelo movimento consistente do varejo doméstico (de carne bovina) na primeira quinzena de setembro/24 e pelo elevado volume de exportações de carne bovina nos últimos meses.

“A prolongada entressafra tem causado redução na oferta de animais terminados, o que vem impulsionando os preços da arroba”, reforça a consultoria.

O destaque do começo desta semana ficou para o boi gordo de Mato Grosso do Sul, que registrou incremento de 1,3% na comparação diária, fechando o primeiro dia desta semana em R$ 254,39/@.

Enquanto isso, na B3, o movimento se assemelhou com o físico, e, além do papel de outubro/24, todos os outros contratos tiveram ajustes positivos, em especial o vencimento para setembro/24, que registrou alta de 1,28% na comparação diária, encerrando o dia em R$ 253,90/@.

Embarques a mil

O início de setembro/24 demonstrou firmeza nas exportações brasileiras de carne bovina in natura.

Foram embarcadas 70,98 mil toneladas nos primeiros cinco dias úteis do mês, indicando uma média diária de 14,19 mil toneladas, volume 32,87% superior ao registrado na última semana de agosto/24, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

“Com base nestes resultados parciais, a nossa projeção para este mês é que sejam embarcadas 220 mil toneladas de carne bovina in natura”, prevê a Agrifatto.

Preços dos animais terminados apurados pela Agrifatto na última segunda-feira (9/9):

São Paulo — O “boi comum” vale R$245,00 a arroba. O “boi China”, R$255,00. Média de R$250,00. Vaca a R$225,00. Novilha a R$235,00. Escalas de abates de dez dias;

Minas Gerais — O “boi comum” vale R$235,00 a arroba. O “boi China”, R$245,00. Média de R$240,00. Vaca a R$220,00. Novilha a R$230,00. Escalas de abate de sete dias;

Mato Grosso do Sul — O “boi comum” vale R$255,00 a arroba. O “boi China”, R$255,00. Média de R$255,00. Vaca a R$230,00. Novilha a R$235,00. Escalas de cinco dias;

Mato Grosso — O “boi comum” vale R$220,00 a arroba. O “boi China”, R$220,00. Média de R$220,00. Vaca a R$200,00. Novilha a R$205,00. Escalas de abate de sete dias;

Tocantins — O “boi comum” vale R$220,00 a arroba. O “boi China”, R$230,00. Média de R$225,00. Vaca a R$205,00. Novilha a R$210,00. Escalas de abate de seis dias;

Pará — O “boi comum” vale R$220,00 a arroba. O “boi China”, R$230,00. Média de R$225,00. Vaca a R$205,00. Novilha a R$210,00. Escalas de abate de nove dias;

Goiás — O “boi comum” vale R$235,00 a arroba. O “boi China/Europa”, R$245,00. Média de R$240,00. Vaca a R$220,00. Novilha a R$230,00. Escalas de abate de sete dias;

Rondônia — O boi vale R$205,00 a arroba. Vaca a R$190,00. Novilha a R$190,00. Escalas de abate de nove dias; Maranhão — O boi vale R$215,00 por arroba. Vaca a R$190,00. Novilha a R$195,00. Escalas de abate de sete dias;

Paraná — O boi vale R$255,00 por arroba. Vaca a R$230,00. Novilha a R$235,00. Escalas de abate de cinco dias.

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