A semana começou com estabilidade nos preços do boi gordo nas principais praças brasileiras, conforme apuração desta segunda-feira (1/6) da Agrifatto e Scot Consultoria.
Pelos dados da Scot, no mercado paulista, o boi sem padrão-exportação segue cotado em R$ 347/@, o “boi-China” em R$ 352/@, a vaca gorda em R$ 318/@ e a novilha terminada em R$ 330/@ (valores bruto, no prazo).
Segundo levantamento da Agrifatto, o animal destinado ao mercado interno é negociado a R$ 345/@, enquanto os “lotes-China” estão cotados em R$ 355/@ (no prazo).
Desde a última semana de maio/26, as cotações do boi gordo vêm apresentando recuperação no mercado físico, depois de um período de baixa ocasionado sobretudo pela “desova” da safra de animais terminados a pasto.
O indicador Datagro (base SP) reverteu a tendência recente e avançou 1,29% na semana, encerrando a sexta-feira (29/5) em R$ 349,42/@.
“Apesar da pressão sazonal, a disponibilidade de animais no balcão físico apresentou um estreitamento pontual, forçando as indústrias a validarem patamares de preços superiores para manterem o ritmo de suas escalas de abate”, observa a Agrifatto.
Assim, com a pressão baixista temporariamente arrefecida, o mercado do boi gordo voltou a ganhar tração e trabalhou com preços firmes ao longo de toda a semana passada.
“A leve melhora da liquidez e as compras compassadas deram sustentação às negociações”, ressalta a Agrifatto.
Na avaliação da consultoria, o consumo doméstico de carne bovina tende a ganhar força nesta primeira semana de junho, motivado pelo pagamento dos salários aos trabalhadores.
Além disso, continua a consultoria, o mercado do boi gordo também segue amparado pelo bom ritmo das exportações de carne bovina in natura.




