A procura por animais terminados continua muito fraca entre as principais praças pecuárias do País, enquanto as escalas de abate das indústrias continuam minimamente confortáveis, atendendo em média mais de uma semana.
Tal conjuntura contribuiu para a intensificação no movimento de baixa nos preços do boi gordo e demais categorias de abate, informaram nesta terça-feira (28/8) as consultorias que acompanham diariamente o setor pecuário.
“Boa parte das unidades não foram às compras de gado, optando por liquidar estoques da carne e aguardar melhores repiques de negócios com a chegada da virada de mês”, relata a S&P Global Commodity Insights.
A cautela das indústrias frigoríficas é justificada pela inconsistência do consumo interno de carne bovina e as quedas nos preços internacionais da proteína, justifica a consultoria.
“A produção de carne bovina no Brasil cresceu em 2023 acima da capacidade de absorção da demanda agregada”, ressalta a S&P Global.
Desta forma, algumas plantas frigoríficas estão limitando os abates diários, gerando um desarranjo na dinâmica da cadeia, acrescenta a consultoria.
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Paralelamente, continua a S&P Global, as parcerias com grandes confinamentos e/ou por meio de boiteis geram uma condição confortável de oferta de animais para manter minimamente as plantas frigorificas operando sem a participação mais ativa no mercado spot.
Em relação ao mercado de carnes, observam os analistas, as vendas no atacado caminham a passos lentos, mesmo depois das quedas nos preços dos cortes registradas ao longo deste mês.
No cenário internacional, as quedas nos preços da carne bovina podem estar associadas ao crescimento da oferta em países exportadores da proteína (Austrália, Índia, Nova Zelandia), além do avanço da produção das carnes de frango e suínas em países importantes, como a China.
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Na B3, as cotações dos contratos futuros do boi gordo continuam ampliando as mínimas em mais de três anos, com forte movimento de liquidação de posições por parte dos fundos, informa a S&P Global.
Dados Scot – Em São Paulo, com dificuldade para escoar a carne, os frigoríficos abriram as compras ofertando menos R$ 5/@ nas compras do “boi-China”, do animal “comum” (destinado ao mercado interno) e de novilhas, apurou a Scot Consltoria.
Com isso, o macho terminado “comum” está sendo negociado em R$ 200/@ no mercado paulista, enquanto a vaca e a novilha gordas são vendidas por R$ 185/@ e 192/@, respectivamente (preços brutos e a prazo).
O “boi-China” paulista está cotado em R$ 205/@, no prazo, valor bruto, com ágio de R$ 5/@ sobre o animal “comum”, acrescenta a Scot.
Cotações máximas de machos e fêmeas na terça-feira, 29/8
(Fonte: S&P Global)
SP-Noroeste:
boi a R$ 202/@ (prazo)
vaca a R$ 187/@ (prazo)
MS-Dourados:
boi a R$ 190/@ (à vista)
vaca a R$ 180/@ (à vista)
MS-C.Grande:
boi a R$ 192/@ (prazo)
vaca a R$ 182/@ (prazo)
MT-Cáceres:
boi a R$ 187/@ (prazo)
vaca a R$ 172/@ (prazo)
MT-Cuiabá:
boi a R$ 185/@ (à vista)
vaca a R$ 170/@ (à vista)
MT-Colíder:
boi a R$ 185/@ (à vista)
vaca a R$ 170/@ (à vista)
GO-Goiânia:
boi a R$ 190/@ (prazo)
vaca R$ 177/@ (prazo)
GO-Sul:
boi a R$ 192/@ (prazo)
vaca a R$ 172/@ (prazo)
PR-Maringá:
boi a R$ 197/@ (à vista)
vaca a R$ 187/@ (à vista)
MG-Triângulo:
boi a R$ 202/@ (prazo)
vaca a R$ 182/@ (prazo)
MG-B.H.:
boi a R$ 187/@ (prazo)
vaca a R$ 177/@ (prazo)
BA-F. Santana:
boi a R$ 185/@ (à vista)
vaca a R$ 175/@ (à vista)
RS-Fronteira:
boi a R$ 210/@ (à vista)
vaca a R$ 195/@ (à vista)
PA-Marabá:
boi a R$ 187/@ (prazo)
vaca a R$ 174/@ (prazo)
PA-Redenção:
boi a R$ 184/@ (prazo)
vaca a R$ 174/@ (prazo)
PA-Paragominas:
boi a R$ 202/@ (prazo)
vaca a R$ 187/@ (prazo)
TO-Araguaína:
boi a R$ 187/@ (prazo)
vaca a R$ 172/@ (prazo)
RO-Cacoal:
boi a R$ 180/@ (à vista)
vaca a R$ 165/@ (à vista)
MA-Açailândia:
boi a R$ 182/@ (à vista)
vaca a R$ 163/@ (à vista)




