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Boi gordo: arroba ganha firmeza nas praças brasileiras após longo viés negativo

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Nesta sexta-feira (21/3) foi a vez do boi gordo “comum” subir mais um pouco nas praças paulistas, segundo dados apurados pela Scot Consultoria.

O animal sem padrão-exportação passou a ser negociado em São Paulo por R$ 1/@ a mais, agora cotado em R$ 313/@, no prazo, valor bruto, de acordo com o levantamento da Scot.

Confira as cotações dos animais terminados, apurados no dia 19/3 pela Agrifatto: clique AQUI.

Por sua vez, no mesmo mercado paulista, a vaca gorda vale R$ 280/@, a novilha gorda está cotada em R$ 295/@ e o “boi-China” está apregoado em R$ 316/@, também segundo a Scot.

Nesta semana, de acordo com relatos das consultorias, a maioria das praças brasileiras registraram preços mais firmes para o boi gordo e para as outras categorias de abate, encerrando um longo período de viés de baixa no mercado pecuário.

Porém, apesar da maior estabilidade nos preços, os negócios envolvendo boiadas gordas continuam lentos, o que tem dificultado a evolução das escalas de abate dos frigoríficos.

Pelo levantamento da Agrifatto, nesta sexta-feira (21/3), as programações de abate das indústrias brasileiras ficaram em 7 dias úteis (média nacional), apresentando estabilidade em comparação ao quadro apresentado na sexta-feira da semana anterior (14/3).

Seguindo a tendência da segunda quinzena do mês, diz a Agrifatto, o varejo continua enfrentando dificuldades para escoar a carne bovina, justificado pela população menos capitalizada.

Dessa maneira, relata a consultoria, os frigoríficos visualizam seus estoques de carne se acumulando e, por isso, não pressionam o mercado para acelerar o nível de compras de boi gordo – o que explica a estabilidade na média nacional das escalas de abate

Dados regionais, conforme levantamento semanal da Agrifatto:

Entre as praças pecuárias, os destaque para as regiões de Minas Gerais e Tocantins, que registraram 1 dia útil a mais nas suas programações nesta sexta-feira, em comparação com a sexta-feira do dia 14/3, com 8 e 7 dias de escalas programadas, respectivamente.

Mato Grosso, por sua vez, apresentou um recuo de 1 dia útil sobre a sexta-feira de 14/3, encerrando o último dia desta semana com as programações atendendo 6 dias úteis.

Pará e Rondônia apresentaram estabilidade, e fecharam a semana com 5 e 10 dias úteis de escalas programadas, respectivamente, na comparação com 14/3.

Já as praças paulista e sul-mato-grossense apresentaram recuo de 1 dia útil sobre a sexta-feira anterior, se consolidando com 7 e 6 dias úteis de programações de abates, respectivamente.

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