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Projeção de oferta elevada pressiona as cotações do milho, aponta Cepea

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Apesar de o início da colheita ainda estar concentrada em poucos estados brasileiros, a projeção de aumento da oferta nas próximas semanas tem pressionado os valores do milho na maior parte das regiões acompanhadas pelo Cepea.

Segundo o Centro de Pesquisas, compradores, atentos à possível safra volumosa, têm limitado o volume de negociações, à espera de desvalorizações mais expressivas nas próximas semanas.

Vendedores, por sua vez, estão mais flexíveis nas negociações, reduzindo as pedidas e/ou ajustando a data de entrega ou de pagamento, com o intuito de escoar o cereal neste início de colheita.

* Nota: Reais por saca de 60 kg, à vista, descontado o Prazo de Pagamento pela taxa CDI/CETIP.
IMPORTANTE: A tabela com os preços de “Milho – Média Campinas (SP)” deixou de ser divulgada no dia 2 de abril de 2020. Uma nova tabela com preços do milho calculados em NPR com base nas mesmas regiões do Indicador está disponível para consulta aqui.

A retração de consumidores, inclusive, foi reforçada pelas últimas estimativas divulgadas pela Conab e pelo USDA, apontando aumentos na produção brasileira em 2025/26 e na oferta mundial 2026/27.

No Brasil, de acordo com pesquisadores do Cepea, o aumento é reflexo da melhora na produção da safra verão, enquanto em termos mundiais, países como a Índia terão aumento na safra, cenário que também elevou os estoques mundiais do cereal.

CLIQUE AQUI e confira o Indicador do Milho Esalq/BM&FBovespa

USDA reforça perspectiva de maior oferta de milho

O USDA elevou de 135 milhões para 138 milhões de toneladas sua estimativa para a produção brasileira de milho na safra 2025/26, reforçando a expectativa de maior disponibilidade do cereal no mercado. Para o ciclo 2026/27, a projeção foi mantida em 139 milhões de toneladas, volume ligeiramente superior ao previsto para a temporada atual.

Apesar do cenário de oferta crescente, o departamento norte-americano revisou para baixo a previsão de estoques finais do Brasil em 2026/27, estimados em 11,1 milhões de toneladas. O dado sugere que a demanda deverá continuar absorvendo parte importante da produção, limitando o avanço dos estoques.

Ritmo intenso dos negócios eleva cotações da soja

As negociações de soja em grão seguem aquecidas no Brasil. Além da demanda externa, indústrias nacionais intensificaram as aquisições nos últimos dias.

Segundo pesquisadores do Cepea, a maior atratividade da soja brasileira também foi impulsionada pela depreciação do Real frente ao dólar. Por outro lado, a ampla oferta global limitou avanços mais expressivos nos preços.

O USDA reajustou a estimativa de produção mundial de soja da safra 2025/26 para o recorde de 429,2 milhões de toneladas, volume 0,4% superior ao projetado anteriormente e 0,3% acima da temporada passada.

Dentre os principais produtores, o Brasil deve colher 180 milhões de toneladas, segundo o USDA, ligeiramente abaixo das 180,25 milhões estimadas pela Conab.

Na Argentina, a projeção foi elevada para 50 milhões de toneladas, 4,2% acima da estimativa de maio, embora ainda 2,2% inferior ao volume produzido na safra anterior.

O Brasil segue como o principal exportador mundial de soja na safra 2025/26 (de out/25 a set/26), com embarques estimados pelo USDA em 115 milhões de toneladas.

CLIQUE AQUI e confira o Indicador da Soja Esalq/BM&FBovespa – Paranaguá

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