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Rússia reconhece o Brasil como país livre de febre aftosa sem vacinação

A decisão reflete o novo status sanitário brasileiro conferido pela Organização Mundial de Saúde Animal, destaca a nota conjunta Mapa/MRE
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Em nota conjunta publicada nesta quinta-feira (11/6), o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE) informaram que as autoridades sanitárias da Rússia comunicaram, no dia 10 de junho, o reconhecimento de todo o território brasileiro como livre de febre aftosa sem vacinação.

A decisão reflete o novo status sanitário brasileiro como livre de febre aftosa sem vacinação, conferido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), e representa avanço relevante para a agenda sanitária e comercial entre os dois países, diz a nota.

“O reconhecimento, que deriva do trabalho conjunto do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE), é fruto dos progressos consistentes do Brasil na área de saúde animal e atesta a confiança no sistema brasileiro de defesa agropecuária”, destaca as pastas, no comunicado conjunto.

A nota do Mapa e MRE diz ainda que a decisão contribui para “ampliar as condições de acesso de produtos brasileiros ao mercado russo, com destaque para as cadeias de proteína animal, e reforça a posição do Brasil como fornecedor seguro, confiável e competitivo para os mercados internacionais”.

China também reconheceu o novo status sanitário

A Rússia é o segundo grande parceiro comercial a reconhecer oficialmente o novo status sanitário brasileiro.

No início de junho, a China também anunciou o reconhecimento de todo o território nacional como livre de febre aftosa sem vacinação, decisão considerada estratégica para ampliar as oportunidades de exportação de produtos de origem animal e fortalecer as relações comerciais entre os dois países. Leia mais sobre a decisão chinesa AQUI.

O que muda para as exportações brasileiras?

Segundo o governo federal, o reconhecimento internacional do status sanitário brasileiro fortalece a confiança nos sistemas de defesa agropecuária do País e pode ampliar as condições de acesso dos produtos brasileiros aos mercados externos, especialmente nas cadeias de proteína animal.

União Europeia segue na contramão

Enquanto países como China e Rússia ampliam o reconhecimento internacional do status sanitário brasileiro, a União Europeia oficializou sua decisão de proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil.

O veto deve entrar em vigor a partir de 3 de setembro e está relacionado às exigências europeias sobre o uso de antimicrobianos na produção animal e aos mecanismos de rastreabilidade e certificação sanitária exigidos pelo bloco. Leia mais AQUI.

 

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