O preço do “boi-China” registrou avanço diário de R$ 2/@ na praça paulista, para R$ 316/@, no prazo (valor bruto), conforme apuração da Scot Consultoria desta quinta-feira (20/3).
Por sua vez, os preços das outras categorias terminadas não sofreram no Estado de São Paulo, acrescenta a Scot.
Com isso, o boi gordo “comum” segue valendo R$ 312/@, a vaca gorda está cotada em R$ 280/@ e a novilha gorda é vendida por R$ 295/@ (todos os preços são brutos e com prazo.
As escalas de abate atendem, em média, sete dias, no mercado paulista, informa a Scot.
Segundo o zootecnista Felipe Fabbri, analista da Scot, a pressão de baixa na arroba cessou e preços começaram a reagir em algumas regiões brasileiras.
“Com a desova de fêmeas da estação de monta devendo ser menos intensa, poder de barganha do pecuarista tende a crescer”, prevê o analista.
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Na avaliação de Fabbri, neste momento, há maior dificuldade de compra de boiadas por parte dos frigoríficos – fêmeas ou machos –, fazendo com que as escalas de abate pouco avançassem.
Essa redução de oferta de animais terminados e a demanda firme no mercado externo da carne bovina limitaram o viés de baixa do boi gordo das últimas semanas, acredita o analista.
As exportações brasileiras de carne bovina in natura atingiram volume recorde no primeiro bimestre de 2025. Na parcial de março, avançou 76,6% na média diária em relação ao volume diário de março de 2024.
“Boi-China”
Os preços da carne bovina brasileira tiveram alta na última semana na China, com o dianteiro bovino negociado entre US$ 5.400/tonelada e US$ 5.500/tonelada, impulsionado pela reposição de estoques e pela desvalorização do real, informa a Agrifatto.
No entanto, diz consultoria, os importadores chineses seguem cautelosos, enquanto os exportadores brasileiros mantêm uma postura firme para sustentar os preços da proteína in natura.
Além disso, a diferença entre o boi gordo na China e o animal terminado no Brasil voltou a registrar deságio, encerrando fevereiro com -4,31%, relata a Agrifatto.
No atacado, a carne bovina chinesa segue 172% acima da brasileira, abaixo da média histórica de 249%, indicando margens mais apertadas para os exportadores, observa a consultoria.
Confira as cotações dos animais terminados, apurados no dia 19/3 pela Agrifatto: clique AQUI.




