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Boi gordo abre a semana firme, mantendo viés altista

Arroba segue em patamares altos, refletindo a oferta restrita de boiadas e o aquecimento da demanda externa
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Nesta segunda-feira (29/3), o mercado brasileiro do boi gordo foi marcado por um ambiente de poucos negócios, mas a arroba se mantém valorizada, em patamares recordes, informam as consultorias que acompanham diariamente o setor pecuário.

Nas praças paulistas, o boi gordo que atende ao mercado interno está sendo negociado em R$ 314/@, valor bruto e a prazo, relata a Scot Consultoria. Animais com padrão-exportação (abatidos mais jovens, abaixo dos 30 meses) são vendidos por R$ 315/@ em São Paulo, com possibilidade de negócios acima da referência, dependendo da distância e qualidade do lote, acrescenta a Scot. A vaca gorda e a novilha gorda para abate estão cotadas a R$ 285/@ e R$ 303/@, respectivamente.

Segundo a IHS Markit, algumas grandes indústrias frigoríficas têm optado por paralisar temporariamente algumas unidades de abate devido ao descompasso entre oferta e demanda de animais prontos para abater.

Além disso, observa a IHS, o mercado interno segue travado por causa do enorme desafio de repasse dos elevados custos operacionais das indústrias aos demais elos da cadeia.

“Apesar do menor números de compradores atuantes, ainda há relatos de dificuldade por parte dos frigoríficos em compor adequadamente as suas escalas de abate”, informa a consultoria.

Os poucos carregamentos de boiadas que aparecem à venda são quase sempre pequenos, insuficiente para preencher para mais de uma semana as escalas de abate das plantas frigoríficas, informa a IHS. De maneira geral, as indústrias operam com programação de abate de apenas um a três, mesmo pulando dias de abate e elevando a ociosidade das plantas frigoríficas.

Ao mesmo tempo, as indústrias temem o acúmulo de estoques nas câmaras frias, e por isso cadenciam o quanto podem as aquisições de gado.

Com isso, o mercado continua altamente dependente da demanda externa, que continua seguindo em bom ritmo, não só pelo grande interesse da China, mas também de outros importantes compradores da proteína brasileira, como os países do Oriente Médio, Japão e os EUA.

“Com o dólar valorizado frente à moeda brasileira, a demanda externa deve crescer ainda mais e manter as unidades habilitadas para exportação ativas no mercado físico”, avalia a IHS.

No entanto, é bom lembrar que apenas um terço da produção brasileira de carne bovina é exportada, o que mantém a necessidade de uma resposta mais consistente do consumo doméstico, pondera a IHS.

Nesta segunda-feira, foram registradas altas nos preços do boi gordo nos Estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rio Janeiro, Pará, Rondônia e Tocantins, apurou a IHS Markit.

No mercado atacadista, os preços dos principais cortes bovinos continuaram estáveis. O ritmo das vendas da proteína é fraco, mas a oferta regulada ainda possibilita suporte à estabilidade dos preços, visto que a indústria continua abatendo poucos animais, relata a IHS.

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