Balanço da IATF reflete efeitos da baixa na cria

Atividade pressiona setor de reprodução e causa queda de 10,2% nas inseminações em tempo fixo no ano de 2023

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O uso da IATF caiu nas fazendas brasileiras em 2023, segundo levantamento do departamento de Reprodução Animal da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo (FMVZ/USP) divulgado neste início de março.

No ano passado, a comercialização de protocolos foi 10,2% menor em relação a 2022, saindo de 25.075.120 para 22.529.622


Essa foi a segunda queda ao longo de 21 anos de acompanhamento do setor. Ao se avaliar, porém, o acumulado do período houve crescimento da ordem de 30% na comercialização de protocolos de IATF desde o primeiro ano do levantamento, em 2000.

Pietro Baruselli, líder da equipe responsável pelos dados (que é feito anualmente com informações da indústria de produtos farmacêuticos) aponta que, mesmo com a queda, no ano passado 91,2% das inseminações foram realizadas por IATF.

Foto: Arquivo pessoal

“Isso indica que mais de 90% das doses de sêmen vendidas estiveram relacionadas a um protocolo de IATF comercializado. É uma prova de consolidação da tecnologia”, aponta Pietro.

Em 2023, o setor de reprodução sofreu com o baixo desempenho da cria, que patinou em boa parte do ano pressionada pelo forte abate de matrizes e preços ruins para o bezerro.

A boa notícia, porém, é que 2024 pode dar início à reversão do ciclo pecuário, segundo especialistas, trazendo ânimo para os criadores retomarem investimentos .

“A inseminação está ligada à evolução genética e a IATF é uma ferramenta incrível de manejo, que dá suporte ao programa de inseminação artificial para que a fazenda possa atingir alta eficiência nos índices reprodutivos ”.

Foto: Arquivo DBO

Até o surgimento da tecnologia (no final da década de 1990), a taxa de inseminação era abaixo de 5% no gado de corte, em função das dificuldades operacionais. Hoje, ela está em torno de 25%.

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Baruselli observa, ainda, que o desempenho da IATF está diretamente associado ao crescimento da IA no Brasil. “Se o mercado de sêmen crescer, porque todo mundo hoje utiliza a ferramenta, ela vai crescer. Se o mercado de inseminação estabilizar, ela vai estabilizar também”.

Em 2023, a venda de sêmen no mercado interno recuou -3,5% em relação a 2022, segundo o relatório do Index Asbia/Cepea, reduzindo o percentual de matrizes inseminadas em tempo fixo. Para esse ano, as expectativas são melhores.

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