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Arroba sinaliza acomodação de preço, mas indústria continua a sofrer com a falta de boiadas

IHS Markit e Scot Consultoria dizem que negócios são muito pontuais e mercado segue com vendas cadenciadas nesta última quinta-feira do mês
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Para alívio dos frigoríficos brasileiros, depois das sucessivas altas, os preços do boi gordo dão sinais de acomodação nesta quinta-feira (28/1), informam a IHS Markit e a Scot Consultoria.

Os negócios fechados são pontuais e a pouca oferta de gado dá sustentação às cotações da arroba, relata a Scot, acrescentando que, nas praças paulistas, o animal terminado vale em torno de R$ 300/@, preço bruto e a prazo.


Repetindo o comportamento dos dias anteriores, o fluxo de comercialização de gado no mercado físico do boi gordo seguiu cadenciado nesta quinta-feira, ressalta a IHS Markit. “A oferta restrita de animais prontos para abate ainda é uma dura realidade que o setor industrial enfrenta, mas o aperto das margens dos frigoríficos, em meio a inconsistência do consumo doméstico de carne bovian, sugere que a trajetória de alta da arroba começa a perder intensidade”, destaca a IHS.

Grande parte das unidades de abate espalhadas pelo País está operando atualmente com capacidade ociosa bastante elevada, justamente devido à baixa disponibilidade de boiada gorda.

Como já mencionado acima, os frigoríficos alegam que há dificuldade de repasse de preços da matéria-prima (boi gordo) para o mercado da carne bovina, por causa do baixo consumo interno da proteína. Há relatos de plantas indústrias que foram paralisadas para evitar operar com margem negativa, informa a IHS Markit. Para piorar a situação dos frigoríficos, os preços das carnes concorrentes cederam nas últimas semanas.

Do lado do pecuarista, não há grandes oferta de animais para venda, visto que os lotes remanescentes são resquícios de confinamento. Em relação ao gado de pasto, alguns alegam a necessidade de terminação, pois ainda não estão com o peso ideal para abater, observa a IHS. “Alguns poucos se aventuram em fazer a terminação no cocho com suplementação (semiconfinamento), mas pedem melhores condições de preços de venda da arroba devido aos altos custos de engorda com a nutrição (os preços da soja e do milho seguem nas alturas).

Giro pelas praças

No Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, os preços da arroba ainda ensaiaram altas nesta quinta-feira devido à forte procura dos frigoríficos. Em ambos os Estados, relata a IHS, a presença de compradores de gado de outras regiões ainda ocorre com frequência. Ao mesmo tempo, o maior número de plantas habilitadas para exportação também oferece suporte adicional ao valor do boi gordo.

Entre as praças das regiões Norte e Nordeste, os preços reagiram em Rondônia, Pará e Bahia. Embora haja muita cautela entre as indústrias locais, os poucos negócios efetivados só ocorreram mediante a preços mais altos, informa a IHS.

Valor da carne segue na mesma no atacado

No mercado atacadista, os preços dos principais cortes bovinos não chegaram a ceder, estabilizados pela expectativa de retomada das vendas com a chegada da virada de mês e dos salários dos trabalhadores.

No entanto, o cenário traz incertezas, visto que o consumidor final tem a opção de outras proteínas (aves e suínos) a preços mais condizentes ao poder de compra para época do mês, ressalta a IHS.

Preço Cepea

Na parcial de janeiro, o Indicador CEPEA/B3 (Estado de São Paulo) subiu 11,49%, atingindo R$ 297,85 na quarta-feira, 27 de janeiro. No dia anterior (terça-feira), o mesmo Indicador fechou a R$ 298, novo recorde da série histórica do Cepea, iniciada em 1994.

Quanto aos animais de reposição (bezerro nelore, de 8 a 12 meses), os valores atuais também são recordes, segundo pesquisadores do Cepea. Neste caso, o impulso vem do maior aumento do abate de fêmeas entre 2018 e 2019 e da forte demanda por reposição, devido à aquecida procura externa pela carne brasileira ao longo de 2020.

O recorde real do Indicador do bezerro foi registrado na segunda-feira, 25, quando atingiu R$ 2.811,77/cabeça – nessa quarta-feira, 27, fechou a R$ 2.704,79, informa o Cepea.

Cotações desta quinta-feira (28/1), segundo dados da IHS Markit:

SP-Noroeste:

boi a R$ 298/@ (prazo)
vaca a R$ 278/@ (prazo)

MS-Dourados:

boi a R$ 281/@ (à vista)
vaca a R$ 266/@ (à vista)

MS-C. Grande:

boi a R$ 281/@ (prazo)
vaca a R$ 268/@ (prazo)

MS-Três Lagoas:

boi a R$ 283/@ (prazo)
vaca a R$ 269/@ (prazo)

MT-Cáceres:

boi a R$ 278/@ (prazo)
vaca a R$ 266@ (prazo)

MT-Tangará:

boi a R$ 2789/@ (prazo)
vaca a R$ 267/@ (prazo)

MT-B. Garças:

boi a R$ 281/@ (prazo)
vaca a R$ 268/@ (prazo)

MT-Cuiabá:

boi a R$ 284/@ (à vista)
vaca a R$ 272/@ (à vista)

MT-Colíder:

boi a R$ 276/@ (à vista)
vaca a R$ 264/@ (à vista)

GO-Goiânia:

boi a R$ 291/@ (prazo)
vaca R$ 273/@ (prazo)

GO-Sul:

boi a R$ 290/@ (prazo)
vaca a R$ 278/@ (prazo)

PR-Maringá:

boi a R$ 286/@ (à vista)
vaca a R$ 273/@ (à vista)

MG-Triângulo:

boi a R$ 295/@ (prazo)
vaca a R$ 273/@ (prazo)

MG-B.H.:

boi a R$ 296/@ (prazo)
vaca a R$ 278/@ (prazo)

BA-F. Santana:

boi a R$ 276/@ (à vista)
vaca a R$ 264/@ (à vista)

RS-Porto Alegre:

boi a R$ 272/@ (à vista)
vaca a R$ 260/@ (à vista)

RS-Fronteira:

boi a R$ 272/@ (à vista)
vaca a R$ 260/@ (à vista)

PA-Marabá:

boi a R$ 274/@ (prazo)
vaca a R$ 270/@ (prazo)

PA-Redenção:

boi a R$ 275@ (prazo)
vaca a R$ 273/@ (prazo)

PA-Paragominas:

boi a R$ 276/@ (prazo)
vaca a R$ 273/@ (prazo)

TO-Araguaína:

boi a R$ 281/@ (prazo)
vaca a R$ 271/@ (prazo)

TO-Gurupi:

boi a R$ 278/@ (à vista)
vaca a R$ 268/@ (à vista)

RO-Cacoal:

boi a R$ 273/@ (à vista)
vaca a R$ 262/@ (à vista)

RJ-Campos:

boi a R$ 276/@ (prazo)
vaca a R$ 263/@ (prazo)

MA-Açailândia:

boi a R$ 271/@ (à vista)

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