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No acumulado de jan-set/25, exportações de carne bovina da Argentina crescem 25%

O aumento no valor dos embarques reflete uma melhora significativa nos preços internacionais, diz Mario Ravettino, presidente do Consórcio ABC
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Entre janeiro e setembro de 2025, a Argentina exportou 521.600 toneladas de carne bovina refrigerada e congelada, com faturamento total de US$ 2,76 bilhões, o que representa uma queda anual de 9% em volume, mas um aumento de 24,6% no valor em comparação ao mesmo período do ano passado, informa o jornal Clarín, com base em dados divulgados pelo Consórcio de Exportadores de Carnes da Argentina (“Consórcio ABC).

“O aumento no valor das exportações reflete uma melhora significativa nos preços internacionais”, disse Mario Ravettino, presidente da entidade.

O preço médio de exportação em setembro ficou em US$ 5.761 por tonelada, 4,1% superior ao de agosto e 39,8% acima do valor médio obtido no mesmo mês de 2024, revela o relatório mensal do Consórcio. 

Apesar dessa melhora, a cotação da proteína embarcada permanece abaixo das máximas registradas em abril de 2022 (US$ 6.300 por tonelada).

Na comparação mensal, os embarques de setembro/25 registraram leve queda de 1,7% em volume, e aumento de 2,3% em valor, refletindo a melhora dos preços internacionais. 

Em relação ao resultado de setembro de 2024, as exportações de carne bovina argentina recuaram 1,9% no mês passado, embora o valor obtido tenha subido 37,2%, impulsionado pela recuperação dos preços.

China continua como destino principal 

A China continua sendo o principal destino dos embarques de carne bovina da Argentina, respondendo por 69,1% das exportações em setembro/25, embora os preços ainda estejam abaixo dos picos de 2022 (média de US$ 5.046 por tonelada), detalha o Clarín.

Israel consolidou o segundo lugar, com mais de 6 mil toneladas embarcadas, seguido pelos países da Europa, que enviaram 5,4 mil toneladas, 12,6% a mais que no ano anterior.

EUA estão ganhando terreno

Enquanto isso, os Estados Unidos foram o quarto destino mais importante em setembro/25, com 3,9 mil toneladas de cortes refrigerados e congelados embarcados. 

“Após meses de menor atividade devido às tarifas recíprocas impostas por Washington, os embarques de setembro refletem o início da normalização dos fluxos comerciais”, relata o Clarín, lembrando que o setor exportador argentino tem expectativa de expandir os negócios depois que o presidente Trump anunciou a possibilidade de comprar mais carne argentina para conter a inflação doméstica de preços. 

O relatório do Consórcio ABC está sendo divulgado no auge das negociações entre os dois governos para ampliar a cota de exportação de carne bovina, após Donald Trump ter manifestado interesse em “comprar um pouco mais de carne bovina argentina” para reduzir os preços internos nos EUA”, ressalta a reportagem, que acrescenta: O setor exportador está monitorando de perto essas negociações, que podem abrir uma janela de oportunidade para a carne bovina premium argentina, especialmente se houver redução de tarifas e maior acesso ao mercado norte-americano, um dos mais exigentes e rentáveis ​​do mundo”.

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