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Na Austrália, grupo de pecuaristas de Angus rejeita genética norte-americana

Produtores criam nova associação, batizada de Aberdeen Angus Breeders Association (AABA)
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Alguns pecuaristas australianos de Aberdeen Angus decidiram se separar da associação ligada à raça na Austrália para lançar um grupo paralelo de criadores no país.

O objetivo, segundo informa reportagem do portal australiano beefcentral.com, é proteger a genética da raça Angus australiana (e neozelandesa) da influência das importações norte-americanas.

Batizada de Aberdeen Angus Breeders Association (AABA), a entidade conta atualmente com com dez produtores de gado de corte australianos e neozelandeses, que coletivamente administram entre 5.000 e 10.000 vacas reprodutoras comerciais e registradas.

Todo o plantel de matriz não têm linhagens norte-americanas, reforça a associação ao portal. “São animais absolutamente puros, livres de genética norte-americana e externa”, diz o site da associação, acrescentando: “A raça remonta à fundação de todo o gado Aberdeen Angus, da Escócia”.

A nova entidade critica a influência da genética dos EUA no rebanho Angus australiano, especialmente por apresentar distúrbios genéticos recessivos e a criação de gado com frame excessivamente grande.

Em vez disso, a AABA “busca esforços para preservar a genética original da raça, visando produzir carne bovina sustentável, terminada em capim, para atender consistentemente às demandas do consumidor”, diz o site.

O grupo que integra a associação realizou recentemente um dia de campo, atraindo um público de cerca de 60 produtores. “O gado Aberdeen Angus é resistente, tolerante a climas severos e prosperam na maioria das condições”, afirma Favaloro, de acordo com a reportagem da Beef Central.

Segundo ele, as fêmeas são de parto fácil, naturalmente dóceis e de alta fertilidade e tamanho moderado. “Nosso objetivo é produzir uma carcaça alimentada com capim sustentável, de alta qualidade e alto rendimento”, diz.

O presidente da AABA relata que não houve grandes “desentendimentos” com a associação Angus Austrália, mas o grupo tinha preocupações sobre a o influência genética do Angus dos EUA.

Ele reforça que o novo grupo não tem como objetivo retornar ao pequeno e “antiquado” Angus de décadas atrás, mas sim criar um animal moderno, de porte moderado.

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