Em um esforço para atender à crescente demanda global por carne suína, a norte-americana Tyson Fresh Meats, subsidiária de carnes da Tyson Foods, informou na quinta-feira, 17 de outubro, que, a partir de fevereiro de 2020, deixará de vender carne de porco tratado com ractopamina. Decisão idêntica foi anunciada recentemente pela corrente JBS USA, empresa controlada pela brasileira JBS.
A ractopamina é um aditivo alimentar que ajuda a aumentar a quantidade de carne magra nos porcos. Embora seja considerado seguro para uso, alguns países, como a China, proíbem a importação de carne de porco de suínos que receberam o ingrediente.
A interrupção no uso da ractopamina coloca a Tyson em pé de igualdade com alguns principais fornecedores internacionais de carne suína ao mercado chinês, que teve o seu rebanho de porcos dizimado pela peste suína africana. “Acreditamos que a iniciativa de proibir o uso de ractopamina permitirá à Tyson Fresh Meats competir de maneira mais eficaz pelas oportunidades de exportação em ainda mais países”, afirmou Steve Stouffer, presidente da companhia.
A maioria dos suínos entregues às fábricas de suínos da empresa é comprada de cerca de 2.000 agricultores independentes. Os produtores que foram notificados da mudança têm até o início de fevereiro para atender ao novo requisito. A empresa informou que, nos próximos meses, planeja trabalhar com os seus fornecedores para garantir a entrega dos porcos livres de ractopamina.
A Tyson Fresh Meats é o maior processador de carne suína dos Estados Unidos e gera quase US$ 1 bilhão em exportação anuais do produto.




