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Valores reais do boi magro e do bezerro sobem 11% e 4% neste ano, respectivamente

Baixa oferta e demanda aquecida explicam aquecimento da reposição
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A restrição na oferta e a demanda aquecida têm elevado os preços do bezerro e do boi magro neste ano, informa o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo os seus pesquisadores, no Estado de São Paulo, o boi magro tem sido negociado em setembro por volta de R$ 2.100/cabeça, o que representa valorização de 11,3% frente à média de janeiro deste ano, em termos reais – os valores foram deflacionados pelo IGP-DI de agosto/19.

Por sua vez, o bezerro, na praça de São Paulo, vale hoje em torno de R$ 1.400 (preço também deflacionado), alta real de 3,9% em relação à verificada em janeiro.

De acordo com o Cepea, a menor disponibilidade de animais de reposição pode estar atrelada ao crescente volume de fêmeas (novilhas e vacas) abatidas no País nos últimos trimestres.

Do lado da demanda, relatam os pesquisadores, o bom desempenho das exportações mantém aquecida a procura por boi gordo para abate, o que, consequentemente, aumenta o ritmo de aquisição de novos lotes de reposição.

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