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#TBT Mulheres na Pecuária – Ellen Laurindo, uma eterna vigilante da saúde animal

Conheça a veterinária do Mapa que atua em áreas nas quais o Brasil é exemplo para o mundo, como ocorre no caso da “vaca louca”
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Ellen Laurindo é médica veterinária formada pela Universidade Federal do Paraná. É, também, mestra em ciências veterinárias pela mesma instituição. Atualmente, ocupa o cargo de auditora Fiscal Federal Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Está entre as suas atribuições zelar pela qualidade e o aperfeiçoamento dos serviços veterinários oficiais.

No Serviço de Saúde Animal, Ellen integra programas que visam fortalecer a posição do País em temas como prevenção, vigilância, controle e erradicação de doenças de animais terrestres e aquáticos. A médica veterinária tem experiência nas áreas de Defesa Sanitária Animal, Controle da Raiva de Herbívoros e das Encefalopatias Espongiformes Transmissíveis, Controle e Prevenção das Doenças Avícolas e Controle e Prevenção das doenças de equinos.

Para a edição de junho de 2019 da Revista DBO, ela foi a principal entrevistada em uma reportagem sobre o surgimento de um caso atípico de Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), mais conhecida como a doença da vaca louca. O caso ocorreu no final de maio em Mato Grosso. Foi o terceiro registro desde 2010, suscitando enorme celeuma nas mídias sociais e muitas dúvidas.

Na reportagem, didaticamente, Ellen explica as diferenças em relação à sua forma clássica. Fala, também, como age o sistema brasileiro de vigilância sanitária quando identifica um animal com suspeita da doença. Na ocasião, embora os estragos tenham sido pequenos, episódios como esse podem arranhar a imagem do País no mercado internacional e se tornar uma barreira para nossa carne lá fora.

Ellen é especialista em EEB, doença que surgiu na década de 1980, na Europa, sendo diagnosticada oficialmente pela primeira vez em 1986. Trata-se de uma doença degenerativa fatal, causada por um agente chamado príon, proteína que normalmente existe em células nervosas de mamíferos. Mas que, por motivos ainda desconhecidos, muda sua composição e se multiplica rapidamente, apresentando potencial infeccioso.

Somente em 2004 foram diagnosticados, quase que simultaneamente, na França e Itália, os primeiros casos de vaca louca classificados como atípicos.

Enquanto, na modalidade clássica da doença, a principal forma apontada de transmissão do agente (príon) é a ingestão de farinhas de carne e ossos oriundas de carcaças de animais positivos, a hipótese mais aceita para a origem da EEB atípica é o aparecimento espontâneo.

As ações tomadas, na ocasião, para o caso atípico de EEB detectado em Mato Grosso  mostrou que a condição do Brasil de risco insignificante para a doença, referendado pela Organização Internacional de Saúde Animal, está recebendo total respaldo dos demais países membros.

Confira a reportagem completa neste link.

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