Completada uma semana de cancelamento no envio de carne bovina brasileira ao mercado chinês, o preço brasileiro da arroba do boi gordo parece ainda não ter encontrado um piso de sustentação no mercado físico, indicando que a especulação baixista deve permanecer por mais algum tempo, acreditam os analistas da S&P Global.
Até o momento (quinta-feira, 2 de fevereiro), as cotações do macho terminado acumulam perdas em torno de 10%, em média, nas praças monitoradas pela S&P Global.
Segundo a consultoria, fazendo um comparativo com o caso atípico de “vaca louca” ocorrido no Brasil em 2021, as cotações da arroba bovina registraram, na época, queda de 16% entre setembro e dezembro (período de duração da paralisação dos embarques à China naquele ano).
“O movimento de baixa da arroba se intensifica diante da falta de perspectiva com relação à normalização da situação”, ressalta a S&P Global, referindo-se à demora da China em abrir novamente o mercado ao seu maior fornecedor internacional de carne bovina.
Com a falta de apetite para novas compras de gado gordo, sobretudo das unidades que operam majoritariamente para atender o fluxo de escoamento da proteína ao mercado chinês, o desarranjo no setor deve fomentar espaço para novos recuos da arroba, reforça a S&P Global.
De acordo com a consultoria, nesta última semana, “adiamento dos prazos de abates, aumento da capacidade ociosa e até férias coletivas foram expedientes adotados por algumas unidades”.
Pelos dados apurados pela Scot Consultoria, nesta quinta-feira, as cotações do boi, vaca e da novilha ficaram estáveis em São Paulo, na comparação como o dia anterior.
Dessa maneira, relata a Scot, as ofertas de compra estão em R$ 277/@ de boi gordo, R$ 260/@ de vaca gorda e R$ 270/@ de novilha gorda (preços brutos e a prazo).
Para o “boi-China” (abatido mais jovem, com até 30 meses de idade) não houve ofertas de compra, acrescenta a Scot.
SAIBA MAIS
OUÇA 🎧 | Rússia suspende importação de carne bovina do Pará; Hyberville Neto comenta
Agrifatto: impacto do bloqueio russo será ameno aos exportadores
Exportações – Em fevereiro/23, foram exportadas em torno de 7 mil toneladas/dia de carne bovina in natura, resultado 15,8% abaixo do volume diário de fevereiro/22, informa a Scot Consultoria, com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
Cotações máximas de machos e fêmeas na última quinta-feira, 2/3
(Fonte: S&P Global)
SP-Noroeste:
boi a R$ 276/@ (prazo)
vaca a R$ 258/@ (prazo)
MS-Dourados:
boi a R$ 261/@ (à vista)
vaca a R$ 241/@ (à vista)
MS-C.Grande:
boi a R$ 263/@ (prazo)
vaca a R$ 243/@ (prazo)
MT-Cáceres:
boi a R$ 236/@ (prazo)
vaca a R$ 221/@ (prazo)
MT-Cuiabá:
boi a R$ 234/@ (à vista)
vaca a R$ 216/@ (à vista)
MT-Colíder:
boi a R$ 234/@ (à vista)
vaca a R$ 216/@ (à vista)
GO-Goiânia:
boi a R$ 236/@ (prazo)
vaca R$ 226/@ (prazo)
GO-Sul:
boi a R$ 246/@ (prazo)
vaca a R$ 231/@ (prazo)
PR-Maringá:
boi a R$ 266/@ (à vista)
vaca a R$ 246/@ (à vista)
MG-Triângulo:
boi a R$ 256/@ (prazo)
vaca a R$ 241/@ (prazo)
MG-B.H.:
boi a R$ 236/@ (prazo)
vaca a R$ 227/@ (prazo)
BA-F. Santana:
boi a R$ 246/@ (à vista)
vaca a R$ 236/@ (à vista)
RS-Fronteira:
boi a R$ 276/@ (à vista)
vaca a R$ 246/@ (prazo)
PA-Marabá:
boi a R$ 219/@ (prazo)
vaca a R$ 209/@ (prazo)
PA-Redenção:
boi a R$ 228/@ (prazo)
vaca a R$ 216/@ (prazo)
PA-Paragominas:
boi a R$ 247/@ (prazo)
vaca a R$ 240/@ (prazo)
TO-Araguaína:
boi a R$ 221/@ (prazo)
vaca a R$ 206/@ (prazo)
RO-Cacoal:
boi a R$ 221/@ (à vista)
vaca a R$ 201/@ (à vista)
MA-Açailândia:
boi a R$ 231/@ (à vista)
vaca a R$ 216/@ (à vista)




