Ao longo desta primeira semana de maio, o mercado físico do boi gordo registrou avanço na quantidade de negócios efetuados, em comparação com as semanas anteriores, relata boletim semanal da Informa Economics FNP. Com a entrada de salários na virada do mês, além dos preparativos para a comemoração do Dia das Mães, no domingo, a procura pela carne bovina aumento nas redes de supermercados e açougues.
No entanto, destaca a FNP, o ritmo mais consistente das negociações entre pecuaristas e frigoríficos não se deve somente à melhora no consumo doméstico, mas também às exportações de carne bovina, que têm atingido volumes firmes e acima do observado em anos anteriores, impulsionadas pela forte demanda chinesa.
Diante desse contexto, as indústrias brasileiras se posicionaram de forma mais ativa nas compras do gado para abater, algo que favoreceu os preços da boiada em algumas praças pesquisadas, como São Paulo, Mato Grosso do Sul e Pará.
Na praça paulista, o valor do boi gordo subiu para R$ 201/@ nesta sexta-feira, mantendo-se em patamares elevados e sustentado pela forte atuação de plantas exportadoras. No Mato Grosso do Sul, os preços da boiada gorda também se valorizaram. O gado da região também tem cotação balizada pela procura de indústrias paulistas que atendem à demanda de compradores internacionais, observa a FNP.
“Com a desvalorização cambial e preços firmes da carne no mercado internacional, os frigoríficos conseguem pagar prêmios mais altos pela boiada que atendem os requisitos para exportação sem perder margens”, destaca a consultoria.
Porém, os frigoríficos ainda preferem operar com certa cautela, devido às incertezas sobre o escoamento dos cortes bovinos ao mercado interno, abalado pela permanência das medidas de isolamento social adotadas nos grandes centros urbanos do Brasil, que reduziu consideravelmente o funcionamento de serviços de alimentação fora de casa.
Do lado dos pecuaristas, o avanço de frentes frias e a irregularidade das chuvas em muitas áreas do País já provocam impactos negativos nas pastagens (redução de massa verde), o que fez aumentar a oferta do gado terminado, favorecendo a maior liquidez no mercado ao longo desta semana, ressalta a FNP. Essa maior disponibilidade de animais, de acordo com a consultoria, foi suficiente para que as escalas de abate fossem preenchidas até o final da próxima semana.
Contudo, prevê a FNP, essa maior movimentação do mercado não deve provocar efeitos baixistas mais intensos nos preços da boiada gorda, pois a disponibilidade de animais terminados ainda se encontra em patamares reduzidos em comparação com anos anteriores.
Giro pelas demais praças
Em Goiás, a variação mista entre os preços de macho e fêmea se deve à posição mais ativa na procura por vacas, que tem apresentado margens interessantes à indústria no equivalente de carcaça, de acordo com dados da FNP.
No Mato Grosso, a valorização da arroba aumentou a oferta de gado para abate e as escalas já se estendem por pelo menos oito dias.
No Norte do País, os negócios de boiada gorda foram efetivados a patamares mais elevados no Tocantins e em Rondônia. As duas regiões têm registrado níveis consistentes de chuvas e os produtores dispõe de pastos com boa qualidade, favorecendo a retenção dos animais e especulação por valores mais altos.
Em Minas Gerais, a arroba se valorizou nesta sexta-feira. Com o avanço no consumo doméstico, as indústrias tiveram que oferecer preços mais altos para conseguir preencher os compromissos de abate, relata a FNP.
Confira as cotações desta sexta-feira, 8 de maio, de acordo com a FNP:
SP-Noroeste: R$ 201/@ a (prazo)
MS-Dourados: R$ 177/@ (à vista)
MS-C. Grande: R$ 180/@ (prazo)
MS-Três Lagoas: R$ 181/@ (prazo)
MT-Cáceres: R$ 179/@ (prazo)
MT-Tangará: R$ 177/@ (prazo)
MT-B. Garças: R$ 177/@ (prazo)
MT-Cuiabá: R$ 174/@ (à vista)
MT-Colíder: R$ 171/@ (à vista)
GO-Goiânia: R$ 180/@ (prazo)
GO-Sul: R$ 179/@ (prazo)
PR-Maringá: R$ 182/@ (à vista)
MG-Triângulo: R$ 191/@ (prazo)
MG-B.H.: R$ 182/@ (prazo)
BA-F. Santana: R$ 187/@ (à vista)
RS-P.Alegre: R$ 188/@ (à vista)
RS-Fronteira: R$ 186/@ (à vista)
PA-Marabá: R$ 185/@ (prazo)
PA-Redenção: R$ 182/@ (à vista)
PA-Paragominas: R$ 188/@ (prazo)
TO-Araguaína: R$ 184/@ (prazo)
TO-Gurupi: R$ 178/@ (à vista)
RO-Cacoal: R$ 171/@ (à vista)
RJ-Campos: R$ 180/@ (prazo)
MA-Açailândia: R$ 178/@ (à vista)




