Ritmo menor no abate de fêmeas indica ofertas de boiadas mais apertadas lá na frente

Entre março/23 e fevereiro/24, o ritmo de expansão anual do abate de fêmeas era de 30%; em março/24, essa variação anual caiu para “apenas” 14%, compara a Agrifatto.

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No primeiro trimestre de 2024, foram abatidas 9,30 milhões de cabeças de bovinos, um aumento de 24,59% em relação ao resultado obtido em igual período de 2023, segundo dados divulgados no início de junho/24 pelo IBGE.

Foi o maior nível de abate da história, relata a Agrifatto. Porém, na avaliação da consultoria, o número que merece mais destaque é a participação de fêmeas sobre o total abatido.

Ao todo, 4,30 milhões de fêmeas foram levadas aos ganchos durante o primeiro trimestre deste ano, representando 46,2% do total – o maior percentual de participação desde 2019 e avanço de 28,14% em relação ao resultado obtido em igual intervalo do ano anterior.

Os machos também apresentaram crescimento – registrou-se aumento de 21,67% no comparativo anual, totalizando 5,0 milhões de animais abatidos.

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Apesar da participação de fêmeas ter alcançado o maior nível dos últimos cinco anos, o ritmo de crescimento anual no abate brasileiro desta categoria começou a demonstrar uma desaceleração em março/24, alerta a Agrifatto, ainda repercutindo os dados do IBGE.

Entre março/23 e fevereiro/24 o ritmo de expansão anual do abate de fêmeas era de 30%. Em março/24, essa variação anual caiu para “apenas” 14% (em relação ao resultado de março/23), compara a Agrifatto.

Na avaliação dos analistas da consultoria, a primeira etapa para a redução de ofertas de boiadas no Brasil é a desaceleração do crescimento dos abates de fêmeas.

Os dados de abates no Mato Grosso demonstram a mesma tendência. Segundo o Indea-MT, foram abatidos 627,49 mil bovinos em maio/24 – 323,09 mil eram fêmeas, o maior nível da história para um mês de maio.

No entanto, o total de fêmeas abatidas já foi menor que o volume registrado em abril/24.

“Quando se compara a variação anual, o crescimento no abate de fêmeas foi de ‘apenas’ 11% (em comparação com a média de crescimento dos últimos 12 meses de +47%)”, afirma a Agrifatto, acrescentando: “Tudo indica já não há tanto espaço para crescer o abate de fêmeas de maneira intensa e isso é o primeiro passo para falarmos em redução de produção”, reforça a consultoria.

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No entendimento da consultoria, embora seja difícil acertar o período exato de mudança de tendência, “a oferta de fêmeas pode sofrer queda nos próximos trimestres e isso deve impactar positivamente o preço do boi gordo”.

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