Em artigo na DBO de setembro, o zootecnista Danilo Grandini fala sobre as referências de Argentina e Austrália para modelos mais sofisticados de comercialização de carne

Por Danilo Grandini – Zootecnista, com pós-graduacão em análise econômica, e diretor global de marketing para bovinos da Phibro Animal Health
Em uma festividade, com velhos e novos amigos do segmento pecuário, conversávamos sobre modelos de produção, números e desafios do setor. À mesa, estavam gerações separadas por apenas 10 anos de idade, porém de perfis bem distintos: um jovem técnico de formação, um empresário do agrobusiness e um colega fazendeiro raiz. O que me chamou a atenção foi que todos usavam grãos na alimentação dos animais desde a recria, porém o mais jovem dos três era muito fiel à vocação de excelência e de não correr riscos, tanto que suas escalas de abate eram definidas com muitos meses de antecedência.
Em outra oportunidade, durante viagem ao Estado de Salta, no norte da Argentina, visitei um dos maiores confinamentos do País, que tem frigorífico próprio, e cujo gestor é meu amigo de longa data. Na visita, perguntei-lhe se tinha planos de fazer algo diferente, visando maior agregação de valor, e ele me respondeu: “Jogo o jogo existente; o mais importante é ter foco e não distrações”.
Mais tarde, nós dois participamos, como palestrantes, de um evento regional, onde apresentamos exemplos de agregação de valor, mas pensando na pecuária do futuro. Meu colega defendeu fervorosamente um modelo de tipificação de carcaças como ponto de virada de página, o que achei muito acertado e já passado da hora, especialmente em um país que sabe produzir carne muito apreciada.
Essas duas experiências me fizeram refletir sobre nossos modelos (no caso, Brasil e Argentina), e sobre o ponto de virada para uma comercialização mais sofisticada, que, geralmente, passa pelo processo de tipificação/certificação da carcaça, tudo refletido na etiqueta da embalagem da carne. Lembro aqui que não falo da construção de marcas ou rótulos e sim de um tipo bovino.
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Por Danilo Grandini – Zootecnista, com pós-graduacão em análise econômica, e diretor global de marketing para bovinos da Phibro Animal Health
Em uma festividade, com velhos e novos amigos do segmento pecuário, conversávamos sobre modelos de produção, números e desafios do setor. À mesa, estavam gerações separadas por apenas 10 anos de idade, porém de perfis bem distintos: um jovem técnico de formação, um empresário do agrobusiness e um colega fazendeiro raiz. O que me chamou a atenção foi que todos usavam grãos na alimentação dos animais desde a recria, porém o mais jovem dos três era muito fiel à vocação de excelência e de não correr riscos, tanto que suas escalas de abate eram definidas com muitos meses de antecedência.
Em outra oportunidade, durante viagem ao Estado de Salta, no norte da Argentina, visitei um dos maiores confinamentos do País, que tem frigorífico próprio, e cujo gestor é meu amigo de longa data. Na visita, perguntei-lhe se tinha planos de fazer algo diferente, visando maior agregação de valor, e ele me respondeu: “Jogo o jogo existente; o mais importante é ter foco e não distrações”.
Mais tarde, nós dois participamos, como palestrantes, de um evento regional, onde apresentamos exemplos de agregação de valor, mas pensando na pecuária do futuro. Meu colega defendeu fervorosamente um modelo de tipificação de carcaças como ponto de virada de página, o que achei muito acertado e já passado da hora, especialmente em um país que sabe produzir carne muito apreciada.
Essas duas experiências me fizeram refletir sobre nossos modelos (no caso, Brasil e Argentina), e sobre o ponto de virada para uma comercialização mais sofisticada, que, geralmente, passa pelo processo de tipificação/certificação da carcaça, tudo refletido na etiqueta da embalagem da carne. Lembro aqui que não falo da construção de marcas ou rótulos e sim de um tipo bovino.




