O mercado do boi gordo encerrou a primeira quinzena do mês com preços em forte expansão, ultrapassando a barreira dos R$ 300/@ em algumas praças brasileiras.
“Os frigoríficos brasileiros continuam com dificuldades na compra (de boiadas gordas) e, com isso, as programações de abate da maioria das plantas nacionais ficaram entre 4 a 5 dias úteis”, afirmam os analistas da Agrifatto.
CONFIRA ao final deste texto as escalas de abate das indústrias em alguns dos principais Estados do País.
Nesta sexta-feira (18/10), o mercado do boi gordo em São Paulo apresentou alta de R$ 2/@ na cotação da vaca gorda, agora negociada por R$ 272/@, segundo dados apurados pela Scot Consultoria.
As demais categorias, diz a Scot, registraram estabilidade neste último dia da semana.
Com isso, o boi gordo “comum” segue valendo R$ 305/@ no mercado paulista, enquanto a novilha gorda e o “boi-China” estão cotados em R$ 295/@ e R$ 310/@, respectivamente (no prazo, valores brutos).
Segundo os analistas, nesta segunda quinzena de outubro, período marcado pelo menor poder aquisitivo da população, o mercado pecuário passou a ficar de olho no escoamento da carne bovina no mercado doméstico.
“Os estoques formados têm mais dificuldade para serem escoados e, assim, novas altas da carcaça estão fora do radar no momento”, observa a Agrifatto.
“O mercado interno apresenta desafios nos próximos dias, com o varejo travando as vendas devido à alta nos preços da carne e o período do mês, de menor consumo”, reforça a Scot.
Preços dos animais terminados apurados pela Agrifatto nesta sexta-feira (18/10):
São Paulo — O “boi comum” vale R$305,00 a arroba. O “boi China”, R$305,00. Média de R$305,00. Vaca a R$280,00. Novilha a R$295,00. Escalas de abates de sete dias;
Minas Gerais — O “boi comum” vale R$290,00 a arroba. O “boi China”, R$300,00. Média de R$295,00. Vaca a R$270,00. Novilha a R$280,00. Escalas de abate de cinco dias;
Mato Grosso do Sul — O “boi comum” vale R$305,00 a arroba. O “boi China”,R$305,00. Média de R$305,00. Vaca a R$280,00. Novilha a R$295,00. Escalas de cinco dias;
Mato Grosso — O “boi comum” vale R$270,00 a arroba. O “boi China”, R$280,00. Média de R$275,00. Vaca a R$255,00. Novilha a R$265,00. Escalas de abate de cinco dias
Tocantins — O “boi comum” vale R$280,00 a arroba. O “boi China”, R$290,00. Média de R$285,00. Vaca a R$260,00. Novilha a R$270,00. Escalas de abate de três dias;
Pará — O “boi comum” vale R$280,00 a arroba. O “boi China”, R$290,00. Média de R$285,00. Vaca a R$260,00. Novilha a R$270,00. Escalas de abate de quatro dias;
Goiás — O “boi comum” vale R$290,00 a arroba. O “boi China/Europa”, R$300,00. Média de R$295,00. Vaca a R$270,00. Novilha a R$280,00. Escalas de abate de cinco dias; Rondônia — O boi vale R$275,00 a arroba. Vaca a R$260,00. Novilha a R$270,00. Escalas de abate de sete dias;
Maranhão — O boi vale R$270,00 por arroba. Vaca a R$255,00. Novilha a R$260,00. Escalas de abate de seis dias;
Paraná — O boi vale R$305,00 por arroba. Vaca a R$280,00. Novilha a R$295,00. Escalas de abate de cinco dias.
Escalas de abate em alguns Estados brasileiros, conforme apuração semanal da Agrifatto:
Pará – Foi o destaque desta semana, pois registrou declínio de 2 dias úteis nas programações de abate nesta sexta-feira (18/10), em relação à sexta-feira anterior (11/10), registrando escala de 4 dias úteis, o menor patamar desde 27/03/2023.
Mato Grosso – Apontou recuo semanal de 1 dia útil nas suas escalas, encerrando a semana com as programações atendendo 4 dias úteis.
Paraná – Indicou uma queda semanal de 1 dia útil em suas programações de abate, resultando em 5 dias úteis de escalas.
Mato Grosso do Sul – Apresentou declínio de um dia útil sobre a semana passada, fechando a sexta-feira (18/10) com suas programações de abate em 5 dias úteis.
Rondônia – Registrou retração de 1 dia útil sobre sexta-feira anterior, encerrando a semana em 6 dias úteis.
Minas Gerais – O único Estado a apresentar aumento foi Minas Gerais, com avanço de um dia útil no comparativo semanal, portanto suas escalas de abate ficaram em 5 dias úteis.
GO/TO/SP – Os três Estados registraram estabilidade no comparativo semanal, com suas escalas encerrando o período em 5, 5 e 7 dias úteis, respectivamente.




