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“Queimadas na Amazônia são caso de polícia, não de produtor rural”

Presidente da FAEG defendeu setor durante participação no 12º Congresso do Algodão
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As queimadas na Amazônia inflamaram a plenária de abertura do 12º Congresso do Algodão, em Goiânia, nesta terça-feira, 27 de agosto. O tema foi tratado pelas autoridades presentes na solenidade, que se prontificaram a defender o setor e a apontar que as acusações realizadas pela comunidade internacional são uma maneira de impor barreiras comerciais ao país.

“Quando vemos um incêndio florestal na Europa, nos dá um sentimento de dó e tristeza, mas é engraçado que quando o ocorre no nosso país, eles nos acusam”, disse José Mário Schreiner, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (FAEG). Segundo ele, as ações coordenadas denunciadas pela imprensa no Pará “podem até ser ações criminosas, mas isso é caso de polícia e não de produtor rural”.

“Não nos apontem o dedo, não nos imputem algo para criar barreiras comerciais”, criticou Schreiner. Representando todos os ex-presidentes da Associação Brasileiras dos Produtores de Algodão, João Luiz Ribas Pessa, que comandou a entidade de 1999 a 2002, ressaltou que “interesses escusos” estão por trás das acusações feitas pela comunidade internacional contra o setor.

“Se estamos fazendo algo errado, mostre onde e quem, mas não podemos deixar que interesses escusos desmerecer o agronegócio brasileiro”, afirmou o produtor em um discurso no qual destacou os esforços realizados pelo agronegócio brasileiro para uma produção cada vez mais sustentável. “Estamos vendo que não basta estar certo, é preciso parecer certo”, disse.

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