Nas duas últimas semanas, o mercado do boi gordo foi marcado pela tendência de baixa da arroba, apesar dos esforços dos pecuaristas em segurar a boiada nos pastos, à espera de bons negócios.
“O mercado perdeu sua firmeza pouco tempo após a retomada da exportação de carne bovina para a China”, diz a engenheira agrônoma Jéssica Olivier, analista da Scot Consultoria, referindo-se ao fim do embargo chinês ocasionado pelo registro de um caso atípico de “vaca louca” no Pará.
Segundo Jéssica, são três os motivos que justificam o viés de baixa do boi gordo: 1) A boa oferta de gado; 2) Dólar em queda, que tem prejudicado a margem da indústria frigorífica; 3) Menor valor pago pela China pela tonelada da carne bovina brasileira.
“Com margens mais apertadas, as indústrias optam por reduzir o preço ofertado pela arroba”, ressalta a analista.
As exportações brasileiras de carne bovina continuam a passos lentos, observa Jéssica, citando os dados da Secretária de Comércio Exterior (Secex).
Até a primeira semana de abril/23, o Brasil embarcou 22,6 mil toneladas (5,6 mil toneladas/dia), com faturamento de US$ 102,7 milhões. O preço médio pago por tonelada ficou em US$ 4,5 mil, uma queda de 27% sobre a média de abril de 2022.
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Na avaliação do zootecnista Douglas Coelho, sócio da Radar Investimentos, o ponto que tem chamado mais atenção é a movimentação dos contratos futuros do boi gordo na B3.
Desde o dia da reabertura chinesa, entre os dias 22 e 23 de março, o contrato futuro do boi em maio recuou cerca de R$ 25/@. “O atual movimento de queda é parecido ao registrado no período imediatamente posterior ao início do embargo da China, na volta do Carnaval”, compara Coelho.
Segundo dados apurados pela Scot Consultoria, nesta quarta-feira (19/4), o preço do animal abatido com padrão-China (com idade de até 30 meses) teve baixa de R$ 5/@ no mercado paulista, chegando a R$ 275/@, no prazo, valor bruto.
Por sua vez, o cotação do boi comum continuou estável, aos R$ 272/@, enquanto a vaca é negociada ao preço de R$ 252,00/@ e a novilha saiu ao valor de R$ 267/@ (preços brutos e a prazo).
Cotações máximas de machos e fêmeas nesta quarta-feira, 19/4
(Fonte: S&P Global)
SP-Noroeste:
boi a R$ 276/@ (prazo)
vaca a R$ 248/@ (prazo)
MS-Dourados:
boi a R$ 264/@ (à vista)
vaca a R$ 241/@ (à vista)
MS-C.Grande:
boi a R$ 266/@ (prazo)
vaca a R$ 243/@ (prazo)
MT-Cáceres:
boi a R$ 248/@ (prazo)
vaca a R$ 231/@ (prazo)
MT-Cuiabá:
boi a R$ 246/@ (à vista)
vaca a R$ 227/@ (à vista)
MT-Colíder:
boi a R$ 244/@ (à vista)
vaca a R$ 219/@ (à vista)
GO-Goiânia:
boi a R$ 251/@ (prazo)
vaca R$ 231/@ (prazo)
GO-Sul:
boi a R$ 251/@ (prazo)
vaca a R$ 231/@ (prazo)
PR-Maringá:
boi a R$ 271/@ (à vista)
vaca a R$ 236/@ (à vista)
MG-Triângulo:
boi a R$ 271/@ (prazo)
vaca a R$ 233/@ (prazo)
MG-B.H.:
boi a R$ 236/@ (prazo)
vaca a R$ 221/@ (prazo)
BA-F. Santana:
boi a R$ 234/@ (à vista)
vaca a R$ 225/@ (à vista)
RS-Fronteira:
boi a R$ 279/@ (à vista)
vaca a R$ 246/@ (à vista)
PA-Marabá:
boi a R$ 238/@ (prazo)
vaca a R$ 224/@ (prazo)
PA-Redenção:
boi a R$ 233/@ (prazo)
vaca a R$ 221/@ (prazo)
PA-Paragominas:
boi a R$ 247/@ (prazo)
vaca a R$ 236/@ (prazo)
TO-Araguaína:
boi a R$ 241/@ (prazo)
vaca a R$ 217/@ (prazo)
RO-Cacoal:
boi a R$ 231/@ (à vista)
vaca a R$ 210/@ (à vista)
MA-Açailândia:
boi a R$ 246/@ (à vista)
vaca a R$ 212/@ (à vista)




