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Preços do milho brasileiro recuam no mercado futuro na esteira das quedas em Chicago

Novo relatório do USDA apontou crescimento na área plantada com o cereal nos EUA, além de aumento considerável nos estoques locais
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Desvalorizações superiores a 3% foram observadas para os contratos futuros do milho norte-americano na última sexta-feira (28/6), na bolsa de Chicago, após o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reportar um crescimento na área semeada com o cereal nos EUA em 2024, em comparação com o boletim divulgado em 28 de março deste ano.

No Brasil, segundo apuração da Agrifatto, os futuros do milho acompanharam a derrocada das cotações em Chicago e registraram perdas expressivas na B3.

O contrato com vencimento em setembro/24 sofreu baixa de 2,29% na sexta-feira passada, encerrando o pregão regular cotado a R$ 59,27/saca, destaca a Agrifatto.

Na bolsa de Chicago, o contrato do cereal para setembro/24 retrocedeu 3,55% na sexta-feira, fechando cotado a US$ 4,08/bushel.

Por sua vez, o contrato para entrega em dezembro atingiu, no dia 28 de junho, o menor fechamento deste ano, chegando a US$ 4,2150/bushel, ou US$ 9,96/sacas de 60 kg.

Segundo o novo relatório estimativo do USDA, a área plantada com milho nos EUA poderá atingir 91,475 milhões de acres (37,02 milhões de ha), um crescimento 1,6% sobre os 90,036 milhões de acres (36,44 milhões de hectares) previstos no fim de março.

Apesar deste avanço em relação ao relatório de março/24, relembra a Agrifatto, a área de milho estimada para 2024 é 3,35% inferior ao plantio de 2023 (94,641 milhões de acres ou 38,30 milhões de hectares). “Historicamente, o menor nível de área plantada foi em 1983, com 60,21 milhões de acres (24,37 milhões de ha), e o maior foi em 1932, com 113,02 milhões de acres (45,74 milhões de hectares)”, acrescenta a consultoria.

Mais estoques

O USDA também reportou um aumento dos estoques de milho nos EUA, que alcançaram, até 1º de junho de 2024, um total de 126,83 milhões de toneladas, o que significou acréscimo de 21,7% em comparação com o mesmo período de 2023 (104,23 milhões de toneladas).

Do total armazenado, 60,60% do volume (76,86 milhões de toneladas) estava nas fazendas e 39,40% (49,97 milhões de toneladas) fora das propriedades (em armazéns, terminais, processadoras, entre outros pontos).

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